Torre do Pantanal recebe manutenção antes do período crítico de incêndios
Operação com apoio da Marinha garantiu funcionamento de torre que monitora mais de 1 milhão de hectares

Com previsão de aumento do risco de incêndios florestais no Pantanal no segundo semestre, o IHP (Instituto Homem Pantaneiro) reforçou as ações de prevenção na região da Serra do Amolar. Nesta semana, com apoio da Marinha do Brasil, a entidade realizou a manutenção de uma das torres do Sistema Pantera, tecnologia utilizada para detectar focos de fumaça e permitir uma resposta rápida ao surgimento do fogo.
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O Instituto Homem Pantaneiro realizou, com apoio da Marinha do Brasil, a manutenção de uma torre do Sistema Pantera na Serra do Amolar, tecnologia que monitora mais de 1 milhão de hectares do Pantanal e detecta focos de fumaça em até cinco minutos. A ação preventiva ocorre diante da previsão de El Niño entre agosto e outubro, com mais de 80% de probabilidade, o que pode intensificar incêndios na região.
A operação incluiu a substituição de quatro baterias responsáveis por manter o funcionamento ininterrupto das câmeras de alta resolução instaladas na estrutura. O sistema opera 24 horas por dia e monitora mais de 1 milhão de hectares do Pantanal brasileiro e boliviano.
Segundo o IHP, a manutenção foi realizada antes do período considerado mais crítico para a ocorrência de incêndios florestais. O trabalho contou com apoio de um helicóptero da Marinha, fundamental para o transporte de equipes e equipamentos até a área remota. Sem a aeronave, a operação poderia levar até três dias devido às dificuldades de acesso e ao transporte de mais de 120 quilos de materiais.
Criado pela startup Um Grau e Meio, o Sistema Pantera consegue identificar sinais de fumaça entre três e cinco minutos após o início de um foco de incêndio e emitir alertas automáticos para as equipes de monitoramento e combate ao fogo.
Além da manutenção da torre, brigadistas realizaram a limpeza da área e a abertura de aceiros para reduzir o risco de propagação das chamas. Desde janeiro, a Brigada Alto Pantanal já executou mais de 33 quilômetros de aceiros na região da Serra do Amolar.
As ações ocorrem em meio ao alerta do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que aponta mais de 80% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre agosto e outubro deste ano. O fenômeno pode provocar temperaturas mais elevadas, baixa umidade do ar e estiagens prolongadas na região central do País, criando condições favoráveis para incêndios florestais no Pantanal.
A preocupação é reforçada pelo histórico recente. Em 2023 e 2024, a combinação de calor extremo e seca severa contribuiu para grandes incêndios no bioma, com impactos à biodiversidade, às comunidades locais e à qualidade do ar.
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