Amora não era o coelho da Páscoa, mas era família e agora é saudade
Coelha era parte do time de comentaristas da editoria MiauNews; Após 8 anos de vida ela partiu

Apesar de muita gente achar que coelhos vivem pouco, quando bem cuidados, podem viver de 8 a 12 anos. Não são animais “de passagem”, são companhias de longo prazo, com rotina, vínculo e memória. Não foi diferente com a Amora, que viveu 8 anos ao lado da família humana. Há menos de 1 mês ela partiu e deixou um buraco em quem ficou.
RESUMO
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Amora, uma coelha que viveu oito anos com a família de Lúcia Morel e Bruno Andrade Pereira, em Campo Grande, deixou saudade ao partir há menos de um mês. Considerada a primogênita da família, ela ajudou a ensinar a filha Sarah Rebeca sobre cuidar de outros seres vivos. Especialistas reforçam que coelhos bem cuidados vivem de 8 a 12 anos e precisam de feno, verduras, veterinário regular e espaço para se movimentar, não apenas cenoura, como muitos acreditam.
Amora fazia parte do time do time pet, da editoria MiauNews do Campo Grande News, (junto com o irmão Limão, criados livres no quintal) que coloca na rua uma turma de jornAUlistas, coMIAUtaristas e até COELHOnistas para mostrar a realidade de quem vive com eles e assuntos relacionados. Nessa brincadeira, a gente finge que consegue traduzir os "pensamentos" de cães, gatos, coelhos e quem mais quiser chegar.
Ao lado de Lúcia Morel e Bruno Andrade Pereira, Amora não foi só um animal de estimação. Foi presença constante. Dentro de casa ocupava outro lugar, era chamada de primogênita. Veio antes da filha humana, Sarah Rebeca, e ajudou a ensinar, na prática, o que é cuidar de outro ser vivo.
"Eu sempre tentei fazer a Sarah Rebeca, enquanto ela crescia, ter carinho, ter cuidado, né, com a amora. Foi um dia muito triste para todo mundo. A Sarah Rebeca chorou muito. Quando lembrava, chorava de novo. Ficou aquele dia muito marcado".
Ao longo de 8 anos, houve aprendizado. Veterinário regular, alimentação adequada, castração e tratamento de saúde quando necessário. Mesmo assim, o tempo começou a cobrar caro. Com o passar dos anos, Amora mudou. Ficou mais lenta, mais quieta. O corpo já não respondia como antes. Com adaptações e com cuidados possíveis a rotina seguiu.
"A gente já percebia desde o ano passado retrasado mais ou menos que ela vinha ficando mais lenta, mas a gente sabia que era por conta da idade, mas foi cuidando no que a gente podia, como a gente conseguia, até que neste ano mesmo, a gente realmente percebeu que ela estava ficando um pouco mais grave, mais parada que o normal".

Em uma madrugada, depois de colocar ração e chamar pelos irmãos, só Limão apareceu. Amora, não. O silêncio dela disse tudo. Limão foi resgatado de maus-tratos, chegou para família ferido, e encontrou na Amora uma companhia constante. Agora, ele ocupa o espaço sozinho.
"Foi um resgate, na verdade, que a gente fez numa casa que eles estavam doando porque não sabiam cuidar. Aí a gente chegou lá e viu uma cena terrível. Ele só vivia dentro da gaiola. A gente pegou ele, cuidou, adotou direitinho, Quando ele chegou em casa pra conhecer a Amora, os dois brigaram, claro, até se entenderem, e depois eles ficaram super amiguinhos, eles cuidavam um do outro", conta. Segundo ela, Amora vivia deitava em cima dele. "Ficavam juntinhos sempre".
Longevidade da vida de um coelho
Para que um coelho viva muitos anos é preciso ter rotina e conhecimento. Diferente do que muita gente pensa, não é um animal “simples”. A base da alimentação deve ser feno à vontade, que ajuda no desgaste dos dentes e na saúde intestinal, além de verduras frescas e ração específica em quantidade controlada. Água limpa sempre disponível é o básico do básico.
Confira a galeria de imagens:
O ambiente precisa ser limpo, seguro e com espaço para o animal se movimentar, porque coelho não foi feito para viver preso em gaiola. Outro ponto ignorado é a saúde preventiva: visitas regulares a veterinário especializado fazem diferença real na longevidade.
E tem o principal, que muita gente negligencia, a observação diária. Coelhos quase não demonstram dor, então pequenas mudanças de comportamento já são um alerta.
Pegadinha da alimentação
A ideia de que coelhos precisam de cenoura é um dos mitos mais comuns, mas não corresponde à realidade. Apesar de poder ser oferecida ocasionalmente, a cenoura é rica em açúcar e não deve fazer parte da base da alimentação.
O que realmente garante saúde e longevidade para esses animais é uma dieta rica em fibras, como o feno, além de verduras frescas e ração específica em pequenas quantidades. Tratar a cenoura como alimento principal é um erro que pode comprometer a saúde do coelho ao longo do tempo, já que eles dependem muito mais de uma alimentação equilibrada do que de agrados pontuais.









