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Ciúmes em cachorro não é fofura e exige atenção para evitar ataques

Sinais podem evoluir para comportamentos agressivos, ansiedade e mudanças na convivência dentro de casa

Por Clayton Neves | 31/05/2026 10:01
Ciúmes em cachorro não é fofura e exige atenção para evitar ataques
Agressividade nunca deve ser tratada como algo “fofo” ou engraçado. (Foto: Pixbay)

Nem sempre o cachorro “emburrado” está só querendo carinho. Segundo especialistas, alguns sinais de ciúmes nos cães merecem atenção dos tutores porque podem evoluir para comportamentos agressivos, ansiedade e mudanças na convivência dentro de casa.

O médico-veterinário Thiago Oliveira explica que os cães podem demonstrar incômodo quando sentem ameaça à atenção que recebem dos donos. A situação costuma aparecer após mudanças na rotina, como chegada de outro pet, nascimento de bebê, namoro novo ou visitas frequentes.

“É comum o cachorro tentar se colocar entre o tutor e outra pessoa, latir mais do que o normal ou ficar grudado o tempo inteiro. Em alguns casos, ele também pode rosnar, avançar ou fazer xixi fora do lugar para chamar atenção”, detalha Thiago.

Entre os comportamentos mais comuns estão choramingos excessivos, pulos, latidos insistentes, destruição de objetos e até disputa física por colo ou carinho. Alguns cães também passam a marcar território em móveis e ambientes da casa.

Thiago ressalta que muitos tutores acabam reforçando o problema sem perceber. “Quando o animal late ou faz escândalo e imediatamente recebe colo, carinho ou atenção, ele entende que aquele comportamento funciona”, explica.

O veterinário afirma que o ideal é trabalhar limites e adaptação gradual. Em casos de chegada de um novo animal ou bebê, por exemplo, o cão deve participar da rotina sem se sentir excluído.

“Não é indicado afastar completamente o cachorro ou prender em outro cômodo sempre que chega visita. Isso pode aumentar ainda mais a insegurança dele”, orienta.

Outra dica é estimular momentos positivos com recompensas, brincadeiras e comandos básicos. Segundo Thiago, atividades físicas e mentais também ajudam a reduzir ansiedade e comportamentos possessivos.

O médico-veterinário alerta que agressividade nunca deve ser tratada como algo “fofo” ou engraçado. “Quando o cão começa a rosnar, morder ou proteger excessivamente o tutor, é importante buscar orientação profissional para evitar acidentes”, finaliza.

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