Método de vacinação sem dor reduz medo e ansiedade de cães e gatos
Com agulha fina e estímulos sensoriais, técnica torna momento mais tranquilo e sem sofrimento para pets
Por quase uma década de atuação em consultórios, a médica-veterinária Larissa Meurer da Cunha Veiga percebeu que a cena na hora da vacina sempre se repetia, com cães tremendo de medo, tutores apreensivos e um clima de tensão. A partir da observação diária, a especialista desenvolveu um método de vacinação sem dor, que tem tornado o atendimento mais humano e mudando a experiência de animais e tutores no consultório.
RESUMO
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A médica-veterinária Larissa Meurer da Cunha Veiga desenvolveu um método de vacinação sem dor para cães e gatos após observar o medo e a tensão dos animais durante os procedimentos. A técnica inclui o uso de agulhas mais finas, troca de agulhas após diluição da vacina e ambiente mais acolhedor. O método também utiliza estímulos como carinho, música e petiscos para distrair os animais durante a aplicação. Segundo a veterinária, os resultados são positivos tanto para pets quanto para tutores, sem alteração no valor do atendimento, tornando a experiência no consultório mais tranquila e humanizada.
“Em 10 anos de profissão, vi muitos cães com muito medo de ir ao veterinário. E não era só o animal, o tutor também ficava ansioso por causa da agulha, da injeção, do que podia acontecer”, conta Larissa. A partir disso, ela começou a estudar técnicas que pudessem diminuir não só a dor, mas também o estresse envolvido nesse momento.
O método, desenvolvido e validado por ela há cerca de dois anos, é um conjunto de cuidados que fazem a diferença. Um deles é a escolha da agulha. Ao invés das mais grossas, comuns por serem mais baratas, Larissa utiliza agulhas de menor calibre, especialmente em cães pequenos. “Elas são bem fininhas, quase não dá para ver, e o cachorro praticamente não sente”, explica.
Outro ponto importante é a troca da agulha após a diluição da vacina. “Isso garante que ela esteja bem afiada, sem causar dano à pele. Parece simples, mas faz diferença na dor”, diz. O ambiente também entra no pacote. “A mesa gelada também causa desconforto térmico nos pets. Por isso, colocamos sobre um tapetinho, o que traz mais segurança e conforto”, detalha.
Durante a aplicação, entram em cena estímulos que ajudam a tirar o foco da agulha. Coceirinhas, carinho, música calma e até estímulos de paladar e olfato fazem parte do processo. Um tapetinho de lamber com patê mantém o animal entretido, enquanto a vacina é aplicada quase sem que ele perceba. “Tem cachorro que fica abanando o rabinho enquanto eu vacino. Muitas vezes, nem precisa de contenção,” relata.
O resultado, segundo Larissa, é visível. Os animais ficam mais tranquilos, felizes e colaborativos. E isso vale não só para vacinação, mas também para outros procedimentos, como coleta de sangue. “Eu tenho vídeos em que estou coletando sangue e o cachorro fica quietinho, sem demonstrar dor nenhuma.”
Quando o assunto são os gatos, o impacto é ainda maior. Conhecidos pelo estresse durante atendimentos veterinários, eles também respondem bem ao manejo humanizado. “Normalmente é aquele caos, várias pessoas segurando, o gato gritando e tentando arranhar. Com esse método, eles ficam calmos, não gritam, não precisam de contenção pesada”, afirma.
Segundo Larissa, apesar de todo cuidado extra, o valor cobrado pelo atendimento não muda. “Não tem diferença de preço. É a mesma vacina, o mesmo procedimento, só que com um atendimento mais humanizado”, destaca.
Para Larissa, o maior ganho é mudar a relação dos animais e dos tutores com o consultório veterinário. “Muita gente comemorava ter que vacinar só uma vez por ano. Isso mostra como o veterinário era visto como algo ruim. A ideia é justamente mostrar o contrário, que seja um momento tranquilo, sem dor e sem medo”, finaliza.
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