Pet parado demais também adoece e ele pode morrer mais cedo
Veterinário explica como a falta de atividade favorece a obesidade, a demência e as doenças crônicas

Ter um cachorro que passa o dia deitado pode parecer sinônimo de tranquilidade, mas o excesso de inatividade é um dos hábitos que mais prejudicam a saúde dos animais. Assim como acontece com os humanos, o sedentarismo favorece o ganho de peso e abre caminho para uma série de doenças que podem comprometer a qualidade e até a expectativa de vida dos pets.
Segundo o médico-veterinário Felipe Alonso, a falta de exercícios físicos afeta muito mais do que a balança. "O animal precisa se movimentar para manter o organismo funcionando corretamente. Quando isso não acontece, surgem problemas que vão desde alterações comportamentais até doenças graves", explica.
Entre as consequências mais comuns estão a obesidade, doenças cardiovasculares, dificuldades respiratórias, diabetes e dores nas articulações. O excesso de gordura também diminui a massa muscular, reduz a disposição do pet e pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando o organismo mais vulnerável a infecções.
Felipe Alonso ressalta que muitos tutores ainda enxergam um animal acima do peso como algo fofo, quando, na verdade, isso representa um risco à saúde. "Obesidade não é característica de um pet saudável. É uma doença que aumenta a chance de diversas complicações e reduz a qualidade de vida", pontua.
Os prejuízos também atingem o cérebro. Estudos mostram que cães sedentários têm maior probabilidade de desenvolver a chamada disfunção cognitiva canina, doença semelhante à demência observada em idosos.
Entre os sinais estão desorientação, mudanças de comportamento, esquecimento de comandos, alteração no ciclo do sono e dificuldade para reconhecer ambientes ou até os próprios tutores.
De acordo com o veterinário, manter o pet ativo é uma das formas mais simples e eficazes de prevenção. Caminhadas diárias, brincadeiras, enriquecimento ambiental e atividades compatíveis com a idade, porte e condição física ajudam a controlar o peso, fortalecem músculos e articulações e ainda estimulam a saúde mental.
"Cada animal tem uma necessidade diferente de exercício. O ideal é conversar com o médico-veterinário para definir a rotina mais adequada, principalmente nos casos de filhotes, idosos ou pets que já apresentam alguma doença", orienta Felipe Alonso.
O especialista reforça que não basta oferecer alimentação de qualidade. "Nutrição e atividade física caminham juntas. Um pet bem alimentado, mas sedentário, continua exposto aos riscos do sobrepeso e de diversas enfermidades."
O alerta vale também para gatos, que costumam viver exclusivamente dentro de casa. Brinquedos interativos, prateleiras, arranhadores e momentos de interação com os tutores ajudam a estimular o movimento e evitar que a rotina se resuma a comer e dormir.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.

