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Na Íntegra

Soma de verbas públicas deve garantir asfalto em até 40 bairros na Capital

Secretário da Sisep apontou que escolha inclui grandes bairros, ruas esquecidas e gargalos

Por Maristela Brunetto | 22/01/2026 11:29


RESUMO

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A Prefeitura de Campo Grande planeja pavimentar entre 35 e 40 bairros da capital, utilizando recursos próprios, estaduais e federais, além de financiamentos bancários. A cidade possui 3,4 mil quilômetros de vias asfaltadas, das quais 70% apresentam danos, e outros mil quilômetros ainda sem pavimentação. O secretário da Sisep, Marcelo Miglioli, informou que a prioridade será dada a locais que representam gargalos e bairros grandes. O projeto inclui a conclusão do asfaltamento em regiões como Itatiaia, Jardim Mansur e Nossa Senhora Auxiliadora, além de obras de drenagem em pontos críticos da cidade.

Com o orçamento comprometido com custeio e despesas com pessoal, a prefeitura buscou financiamentos em bancos e a soma com recursos do Governo do Estado e da União para adotar um amplo programa de pavimentação que deve atender entre 35 e 40 bairros em Campo Grande. Com uma cidade que tem 3,4 mil quilômetros de vias asfaltadas e 70% delas com danos, além de outros 1.000 quilômetros sem pavimento, definir prioridades não é uma escolha fácil. Em entrevista ao Podcast Na Íntegra, o secretário da Sisep (Infraestrutura e Serviços públicos), Marcelo Miglioli, apontou que a escolha dos locais prioritários recaiu para situações que representam gargalos, como Noroeste, Itamaracá e Los Angeles,  bairros antigos e maior reivindicação de parlamentares.



Segundo Miglioli, a cidade foi se espalhando, e no meio ficaram bairros como “frankensteins”, com umas vias pavimentadas e outras de terra, esquecidas. O plano inclui terminar o asfaltamento nessas regiões, como o Itatiaia, o Jardim Mansur e Nossa Senhora Auxiliadora.

Nós vamos fechar o bairro, asfaltando tudo

Os buracos nas vias da cidade se intensificaram nos últimos meses à medida que as chuvas foram se avolumando. O caminho correto seria o recapeamento, medida que nem sempre cabe no orçamento da Prefeitura ou não é viável na velocidade em que os danos acontecem, assim Miglioli defende que a solução do tapa-buracos deve ser uma rotina.

Enquanto Campo Grande não tiver um programa de recuperação do pavimento não sobrevive sem o tapa-buraco



As chuvas fortes também evidenciaram o problema da incapacidade de redes de drenagem escoar grandes volumes em alguns locais da cidade, como a Avenida Rachid Neder, a João Arinos, na saída para Sidrolândia, e a região do Lago do Amor. São obras indispensáveis e caras. Alguns trechos exigem a quebra do asfalto para colocação de galerias maiores, como para atender o cruzamento da Rachid com a Ernesto Geisel, bastante castigado nos últimos temporais, ou ainda criação de “piscinões” para reduzir o grande volume da água que chega em pontos críticos, solução que já foi adotada no final da Avenida Mato Grosso e trouxe solução para o cruzamento com a Via Parque e entorno do Shopping Campo Grande.



Na entrevista ao podcast, o secretário também detalhou o andamento de obras prediais importantes, como a conclusão da reforma da antiga rodoviária, para receber as estruturas da Guarda Civil e da Fundação do Trabalho, a destinação da obra inacabada há mais de 30 de anos na Ernesto Geisel, que seria uma nova rodoviária;  reforma do Centro de Especialidades Médicas e entrega de EMEIs (Escolas de Educação Infantil). Migilioli, que é filiado ao PP e já concorreu ao Senado também reafirmou sua pretensão política pelo cargo majoritário e como as articulações ocorrem no grupo político a que pertence.