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Política

“Mudança de jornada favorece população”, diz deputado em debate na Assembleia

Governo do Estado anunciou nesta semana a retomada da carga horária dos servidores estaduais

Por Mayara Bueno e Leonardo Rocha | 12/03/2019 12:44
Deputado José Carlos Barbosa (DEM) na Assembleia Legislativa de MS. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).
Deputado José Carlos Barbosa (DEM) na Assembleia Legislativa de MS. (Foto: Luciana Nassar/ALMS).

Os deputados estaduais repercutiram na sessão desta terça-feira (dia 12), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a discussão sobre a jornada de trabalho dos servidores estaduais e também o PDV (Plano de Demissão Voluntária), proposto pelo Governo do Estado.

“Quem vai se beneficiar com o aumento de 30 horas para 40 horas é a população”, afirma o deputado estadual José Carlos Barbosa (DEM). Para ele, as pessoas terão mais acesso aos serviços que hoje funcionam em meio período, por exemplo. Além disso, acrescenta, os funcionários públicos vão retomar a carga horária que estava prevista quando fizeram concurso público.

Sobre o PDV, como o nome sugere, os servidores não serão obrigados a aderir e caberá a eles decidir se compensa ou não. “Não vejo pressão”.

O deputado Gerson Claro (PP) concorda. Segundo o parlamentar, vários parlamentares deixaram os cargos públicos para seguir na iniciativa privada e “se deram bem”. Outros funcionários estudam para concursos em outras esferas e podem estar insatisfeitos com o governo. O PDV seria para estas pessoas, conclui.

Os posicionamentos foram consequência da fala do deputado Cabo Almi (PT), que usou a tribuna nesta manhã. Para ele, a impressão passada pelo governo estadual é de pressão aos servidores que não se adequarem à jornada de trabalho de 8 horas diárias a aderirem ao PDV.

Em sua opinião, o programa não é vantajoso para o servidor, que, ao aderir, deixará a estabilidade de um concurso direto para “fila de desempregado”. “Parece uma proposta boa, mas pode não compensar”, avaliou.

Jornada – O Governo do Estado anunciou nesta semana a intenção de retomar a carga horária e iniciou conversas com os presidentes dos sindicatos que representam as categorias. A intenção é que 16 mil funcionários cumpram tal horário a partir de 15 de abril, de 7h30 às 17h30. Os outros 33.318 servidores efetivos que não serão atingidos pela mudança na jornada, foram admitidos em concursos públicos que preveem carga de trabalho diferenciada.