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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

04/09/2009 08:36

Acusações de politicagem marcam apresentação da guarda

Redação

Acusações sobre uso de politicagem na condução do processo de renovação na corporação da Guarda Municipal marcaram os discursos da solenidade de apresentação do novo grupo, nesta manhã, em frente à Esplanada Ferroviária.

O secretário municipal de Administração, Jorge Martins, alertou os novos guardas sobre pessoas que podem estar "mentindo e ludibriando" a corporação, em nome de interesses políticos.

"Eu quero que vocês tomem muito cuidado com quem mente e ilude vocês, levam vocês para a Câmara para fazer demagogia política. Tudo que fizemos foi por obrigação de uma Lei, para cumprir a Constituição", disse.

A ordem, citada pelo secretário, foi dada pelo MPE (Ministério Público Estadual) que firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a prefeitura, determinando que as novas contratações para a guarda municipal ocorram por meio de concurso.

A questão salarial, que está sendo contestada por alguns guardas municipais, também foi citada pelo secretário. Ele disse que a corporação vai receber todas as vantagens a que tem direito, mas que isso será feito de forma gradual.

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) também abordou o assunto "salário" em seu discurso. Ele alertou que os novos servidores municipais terão estabilidade, planos médico e odontológico, mas que precisam ter paciência, pois são os primeiros concursados e as políticas salariais sempre serão "novidade".

Tanto Jorge Martins quanto Nelsinho Trad foram duros em seus discursos, ao falar desta questão. O secretário disse que todos já entraram no concurso "sabendo o quanto iam ganhar". "Ninguém entrou aqui enganado", espetou.

Já Nelsinho Trad disse que "ninguém é obrigado a ficar na guarda, mas se ficar, vai ter que cumprir as regras".

"Se sair fora da linha, vai ter que encarar as penalidades previstas", avisou.

Hoje a Guarda é formada por cerca de 800 agentes que vão perder o cargo até 31 de dezembro. Na tentativa de reverter a situação, no dia 5 de março o grupo foi até a Câmara Municipal.

A corporação é formada por ex-policiais, civis, militares, Corpo de Bombeiros e também do Exército.

O prefeito alertou que quem quiser procurar seus direitos, precisa ir até o Ministério Público, que determinou a realização do concurso.

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