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Política

Adiamento da eleição não muda planos e ajuda na saúde, dizem vereadores

Vereadores alegam que vão manter planejamento feito antes da decisão do Congresso

Por Leonardo Rocha | 02/07/2020 11:36
Vereadores durante sessão na Câmara Municipal (Foto: Divulgação - CMCG)
Vereadores durante sessão na Câmara Municipal (Foto: Divulgação - CMCG)

Os vereadores de Campo Grande avaliam que a mudança na data da eleição para 15 de novembro, não atrapalha o planejamento para campanha eleitoral deste ano, já que segundo eles, se trata de uma alteração de apenas um mês. Também reconhecem que o momento é de preservar a saúde e que foi uma decisão democrática do Congresso Nacional.

“A mudança na data não vai atrapalhar, já que se trata de um mês a mais, por isso vou seguir o meu planejamento inicial de campanha. Só vou reforçar minha atuação nas redes sociais, já que não é o momento adequado para ações nas ruas e reuniões”, disse o vereador Airton Araújo (PT).

Ele disse que sua preocupação principal é se as pessoas terão condições de ir as urnas no dia da votação. “Não podemos cravar que em novembro a pandemia já terá passado, se vai aumentar ou diminuir os casos até lá”, descreveu.

O vereador Loester Nunes (MDB) disse que o foco no momento é a “saúde” e que para sua campanha, não terá mudanças devido a alteração da data. “Não se pode colocar a vida das pessoas em risco, por isso entendo a decisão”. O emedebista ainda sugeriu que a questão fosse avaliada para cada cidade.

“Poderia definir por município, ou seja, se chegar a data da eleição e a cidade tiver com muitos casos da doença (covid-19), se adia o pleito para dezembro naquele local. Já aquelas que está controlado, se permite a votação”, disse ele.

Para Chiquinho Telles (PSD) o momento é de “respeitar” as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde). “Para minha campanha não muda nada, tenho os quatro anos de trabalho para mostrar, o problema será ao candidato que só aparece em época de eleição, este terá dificuldades”.

Otávio Trad (PSD) diz que acompanhou a votação (Congresso), mas destacou que seu mandato e planejamento continua igual. "Nada muda no meu trabalho. Continuo atuando de maneira intensa em projetos de lei, projetos de ação e atuação nas redes sociais".

João César Mattogrosso (PSDB) seguiu a linha dos colegas, ao colocar a saúde como prioridade. “Foi uma decisão sensata, já que primeiro se precisa pensar na segurança da população”, ponderou o tucano.

Teste da urna eletrônica em 2018 (Foto: Agência Brasil)
Teste da urna eletrônica em 2018 (Foto: Agência Brasil)

Calendário – Com esta mudança, o primeiro turno das eleições irá ocorrer no dia 15 de novembro e o segundo (turno) está marcado para 29 de novembro. Nas cidades mais afetadas pela pandemia, ainda pode se adiar o pleito até 27 de dezembro.

As convenções partidárias mudam de data, sendo realizadas de 31 de agosto a 16 de setembro. O registro da candidatura até 26 de setembro.

Já a propaganda eleitoral no rádio e televisão vão ocorrer de 27 de setembro a 12 de novembro. As prestações de contas dos candidatos ficam até 15 de dezembro.

Segundo o projeto que foi votado no Congresso, os prazos eleitorais que já terminaram, como filiações e descompatibilização de cargos públicos, ficam mantidos, tendo apenas como exceção a transmissão de programas de TV e Rádio por pré-candidatos, que era permitida até 30 de junho, mas será estendida até 11 de agosto.