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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

20/08/2015 11:10

Agentes de saúde da Capital cobram aumento salarial do Governo

Antonio Marques e Leonardo Rocha
Agentes de saúde cobram aumento do governador durante inauguração de reforma do Hemosul (Foto: Marcos Ermínio)Agentes de saúde cobram aumento do governador durante inauguração de reforma do Hemosul (Foto: Marcos Ermínio)

O grupo de agentes de saúde e de endemias, que fez protesto na Prefeitura para cobrar os cursos on line durante a carga horária, aproveitou a proximidade, e caminhou até o Hemosul de Campo Grande, para cobrar do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) compromisso de campanha, o aumento no incentivo salarial repassado pelo Estado, de R$ 128,00 para meio salário mínimo.

O presidente do Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Cesar Tabosa, explicou que o Governo do estado repassa um incentivo para complementar os salários dos agentes comunitários de saúde e de endemias, que são pagos com recursos do governo federal por meio da prefeitura. O valor atual é de R$ 128,00 por mês, o que significa, em média, um vencimento de R$ 1.750,00 mensais, na Capital.

Conforme Tabosa, durante a campanha eleitoral do ano passado, o candidato Reinaldo Azambuja teria feito o compromisso com a categoria de aumentar o valor para meio salário mínino, o que seria hoje, R$ 394,00, por mês. Isso elevaria o vencimento dos cerca de 2 mil agentes para pouco mais de R$ 2 mil mensais. “Já se passou oito meses desde o início do governo e até o momento não foi cumprido nada”, reclamou o sindicalista.

Ao chegar ao local para inauguração da reforma do Hemosul da Capital, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, Reinaldo Azambuja, chegou a ser vaiado pelos quase 300 agentes que protestavam em frente ao local, com apoio de um caminhão de som.

Ao ser questionado, Reinaldo Azambuja disse que o governo está estudando uma forma de enviar o incentivo direto aos agentes, sem precisar passar pela prefeitura. “A promessa de campanha foi aumentar para meio salário mínimo até o final do mandato e não em oito meses. Se alguém está falando algo diferente está mentindo”, afirmou o governador e acrescentou “que eu saiba meu mandato termina em dezembro de 2018.”

O secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares, complementou o governador, dizendo que além do repasse que será feito, o governo também vai querer os indicadores do resultado do trabalho dos agentes de saúde e de endemias, além de cobrar uma ação mais efetiva em relação ao combate à dengue.

Segundo o secretário, o governo já estaria negociando o assunto com os agentes comunitários, mas sem a interlocução do Sisem. “Eles têm outros representantes”, lembrou Nelson Tavares, que explicou também que a intenção do governo é elaborar um projeto de lei a ser encaminhado à Assembleia Legislativa. “Como é um projeto que cria despesa ao Executivo, estamos realizando diversos estudos antes de enviá-lo ao legislativo”, comentou.

Nelson Tavares disse que esse aumento no incentivo dos agentes de saúde vai estar vinculado a algum tipo de produtividade, ou seja, eles vão ter que apresentar relatórios que mostram o trabalho realizado na Capital.

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