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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Março de 2019

19/10/2018 18:17

Alvo de busca da Justiça, escritório foi visitado por técnico 40 minutos antes

Foram apreendidos HD externo, notebooks, computadores e um pen drive

Aline dos Santos
Mandados foram cumpridos nesta sexta-feira em imóveis de Campo Grande, como na rua 14 de Julho. (Foto: Kisie Ainoã)Mandados foram cumpridos nesta sexta-feira em imóveis de Campo Grande, como na rua 14 de Julho. (Foto: Kisie Ainoã)

O cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa e escritório do publicitário Júlio Cabral, autorizado pela Justiça Eleitoral a pedido da coligação do candidato Reinaldo Azambuja (PSDB), teve uma particularidade destacada pela oficial de Justiça. O mandado de busca no escritório demorou 40 minutos para ser cumprido, período no qual teve a visita de um técnico de informática.

A ordem judicial na residência, localizada na rua 14 de Julho, em Campo Grande, foi cumprida às 9h30 desta sexta-feira (dia 19). A casa se comunica com o escritório, que fica na rua Antonina de Castro Faria. Contudo, o segundo endereço não tinha mandado de busca. Enquanto a ordem foi providenciada, a oficial de Justiça não pôde entrar e nem verificar o que foi feito durante a visita do técnico.

“Durante diligência efetuada na residência houve impedimento por parte do proprietário, da permanência dessa Oficial de Justiça no escritório no período em que estava sem a posse do mandado pertinente a este imóvel, tendo transcorrido um período de quarenta minutos, período este em que houve a visita de um técnico em informática no local, sem que esta oficial pudesse constatar o que fora executado”, informa a certidão de constatação, busca e apreensão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Foram apreendidos HD externo, notebooks, computadores e um pen drive. A oficial foi acompanhada por equipe da PF (Polícia Federal)

A denúncia partiu da coligação “Avançar com Responsabilidade” (PSDB, PSD, PMN, DEM, Patriota, PMB, PP, Pros, PSB, PTB, Solidariedade e PPS), que pediu providências quanto a elaboração de material digital e impresso falso (fake news) “por pessoas ligadas à campanha do candidato ao Governo do Estado, Odilon de Oliveira, com o objetivo de deturpar a imagem do também candidato, Reinaldo Azambuja”.

A coligação apontou o endereço de Júlio Cabral na rua 14 de Julho. O juiz eleitoral Paulo Afonso de Oliveira afirmou que não havia nenhum documento que demonstrasse a alegação, contudo deferiu a busca com base no poder de polícia para fiscalização de propaganda eleitoral.

A campanha do juiz Odilon de Oliveira (PDT) informa que a ação não foi em nenhum dos comitês de campanha.

“Houve uma busca e apreensão em local comercial de um dos envolvidos em nossos trabalhos de comunicação. No entanto, nunca houve nenhum tipo de ordem ou orientação por parte da coordenação de campanha para qualquer tipo de ofensa a imagem aos participantes do pleito”, diz nota divulgada à imprensa pelo pedetista. A reportagem não conseguiu contato com Júlio Cabral. 



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