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Política

Ataques a gestão Nelsinho marcam balanço; Trad rebate ponto por ponto

Durante balanço, Bernal definiu como "calamitosa" as áreas como saúde e educação; ex-prefeito rebate e diz que deixou cidade em condições de ser gerida

Por Carlos Martins | 22/04/2013 18:10
Secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, disse que mais de 90 escolas estão em estado precário (Foto: Marcos Emílio)
Secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, disse que mais de 90 escolas estão em estado precário (Foto: Marcos Emílio)

A administração do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) foi criticada em alguns setores como saúde, educação, regulamentação e trânsito nesta segunda-feira (22) durante o balanço de 111 dias feito pelo prefeito Alcides Bernal (PP). Alguns dos secretários chamados pelo prefeito para apresentarem as obras que serão executadas pelas suas pastas, disseram que encontraram vários serviços em estado precário, uma situação “calamitosa”, como definiu o prefeito na apresentação feita no gabinete da Esplanada Ferroviária das 111 obras que serão executadas na Capital.

Ao falar sobre a reforma que será feita em 94 escolas, o secretário José Chadid disse que encontrou os prédios em um estado “um pouco difícil a infraestrutura”. Aí o prefeito, ao lado, disse: "calamitosa". Na sequencia, o secretário informou que além das escolas serão reformados os Ceinfs (Centros de Educação Infantil) que, “como é público e notório a imprensa tem anunciado que é um pouco caótico da infraestrutura”.

Em resposta, Nelsinho disse que todas as secretarias estavam funcionando, os funcionários públicos municipais estavam com salário em dia e animados e as escolas e Centros de Educação Infantil contavam com merenda completa. “Os materiais e kits escolares estavam reservados, bastando apenas serem adquiridos e entregues nas respectivas unidades de educação”.

Saúde - A área de saúde também foi motivo de polêmica. O secretário de Saúde, Ivandro da Fonseca, disse que assim que assumiu o cargo recebeu do prefeito a incumbência de fazer um diagnóstico para identificar os principais problemas. “Foram 90 dias de trabalho e, na verdade, o que foi apurado a população estava expondo por meio da imprensa”, disse Fonseca. Durante o balanço, ele disse que mais de 90 unidades de saúde estão em situação precária e que a equipe de auditores instaurou sindicâncias para apurar responsabilidades.

O ex-prefeito Nelsinho Trad rebateu e afirmou que todas as obras estavam em andamento e que a paralisação ocorreu na atual administração. “As ambulâncias estavam com escalas fechadas para atender as demandas diárias, todas as unidades administrativas preenchidas com seus titulares e responsáveis legais e todas as obras estavam em execução, ou seja, em síntese Campo Grande era uma cidade pacífica respirando ares de progresso e de esperança por dias melhores”.

Regulação - A presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados, Ritva Cecília de Queiroz Garcia Vieira, disse que quando assumiu o cargo “encontrou um panorama de certo abandono na agência”. Ela contou que foram levantados e analisados todos os contratos, dos quais, alguns apresentaram irregularidades e ilegalidades. Como exemplo de irregularidade, Ritva citou o quinto termo aditivo firmado no ano passado entre a prefeitura e a Águas Guariroba.

Segundo ela, foi localizado no termo uma tabela de serviços que foi atualizada onde inúmeros serviços foram retirados da tabela, serviços que tinham custo zero para o consumidor, e estabelecidos em alguns serviços, “como foi noticiado”, aumentos de mais de 400%. “Estamos ultimando estes trabalhos e esta tabela que causou tanto transtorno à população foi suspensa por determinação da agência”.

Nelsinho diz que Bernal deve começar a trabalhar e parar de reclamar (Foto: Vanderlei Aparecido/Arquivo)
Nelsinho diz que Bernal deve começar a trabalhar e parar de reclamar (Foto: Vanderlei Aparecido/Arquivo)

Trânsito - Já a diretora-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Katia Maria Moraes Castilho, reclamou que ao chegar à agência, encontrou deficiências. “Chegamos lá e encontramos ela bastante problemática em termos de infraestrutura de veículos, mas vamos conseguir arrumar e deixar Campo Grande mais tranquila, segura, com transporte coletivo bastante eficiente”, assegurou.

Em defesa de sua administração, Nelsinho reiterou que a prefeitura foi deixada em plenas e totais condições de ser gerida, com tranqüilidade e folga financeiro. “Foram deixados recursos em caixa [R$ 246 milhões] para serem gastos como Alcides Bernal quisesse, inclusive para quitar obras e serviços contratados durante sua administração. O ex-prefeito diz que já passou a hora de ficar com esse chororô, que serve apenas para tentar encobrir esses desmandos todos e esse caos que está instalado e tende a piorar em nossa cidade”.

Finalizando, Nelsinho deixou um conselho para a atual administração: “parem de chorar e vão trabalhar... justifiquem os discursos e as promessas da voz aveludada na campanha eleitoral. Campo Grande merece isso. Mãos à obra”

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