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Política

Bernal pediu à Câmara saída de Lídio Lopes e posse de Gilmar Olarte

Por Fabiano Arruda | 14/12/2012 16:49
Lídio Lopes diz que foi expulso do PP sem direito à ampla defesa. (Foto: Divulgação)
Lídio Lopes diz que foi expulso do PP sem direito à ampla defesa. (Foto: Divulgação)

Num ofício enviado nesta semana ao presidente da Câmara Municipal, Paulo Siufi (PMDB), o prefeito eleito Alcides Bernal (PP) pede a saída do vereador Lídio Lopes e que seja dada posse ao seu vice, Gilmar Olarte (PP).

A carta foi endereçada à Mesa Diretora da Casa após a expulsão de Lídio do PP. Bernal reivindica a vaga ao partido. Como Olarte terminou a disputa da eleição a vereador na Capital, em 2008, como primeiro suplente da legenda, recomenda que seu vice fique com a cadeira.

"Mas não sou eu quem faz isso. É o TRE (Tribunal Regional Eleitoral)”, comentou Siufi para explicar que não tem competência em tomar a providência, pedida pelo progressista.

Lídio comentou nesta sexta-feira que soube do ofício e seu conteúdo. “Fiquei surpreso porque fui expulso do partido sem ter sido citado e sem direito de ampla defesa”, argumentou.

“Nem o Siufi, nem o Bernal têm competência para isso (retirá-lo da Câmara). Posso não pertencer ao partido, mas o cargo é meu”, completou.

Além disso, Lopes considera “uma arbitrariedade” a indicação de Olarte como suplente. “Ele disputou a eleição (2008) pelo PP depois se filiou ao PSDB e voltou ao partido para ser vice (de Bernal). Uma vez que se filiou a outro partido, perdeu o direito da suplência”, explicou.

Segundo ele, a postura do prefeito eleito causou indignação entre os vereadores nesta semana. “É um desrespeito com a Casa e ele (Bernal) agiu como se fosse um ministro do Supremo (Tribunal Federal)”, criticou, reafirmando que ainda não foi citado pela direção do PP sobre a expulsão e, por isso, não recorreu.

Informações dão conta de que o prefeito eleito enviou ofício de conteúdo semelhante à Assembleia Legislativa, já que Lídio assume a vaga de Paulo Duarte (PT), prefeito eleito de Corumbá.

No entanto, a assessoria de imprensa do legislativo estadual garantiu, nesta sexta, que o ofício não chegou à Mesa Diretora.

O Campo Grande News entrou em contato com Bernal para que ele comentasse sobre o assunto, mas ele não pôde atender. Nesta semana, o chefe da administração municipal a partir de 1º de janeiro justificou a expulsão porque Lídio atuou contra sua campanha à Prefeitura.

“O partido, para crescer, não pode ter gente traidora, gente que trai o seu próprio partido. Precisamos de gente que valorize o partido”, criticou.

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