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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/04/2016 10:22

Bernal rebate deputado que votou contra Dilma e defende novas eleições

Prefeito também criticou 'aparição' de ex-governador na votação

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).(Foto: Marcos Ermínio)Prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).(Foto: Marcos Ermínio)

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), comentou sobre a votação que decidiu abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no domingo (18). Ele aproveitou para rebater ex-vereador que se tornou deputado federal e defendeu novas eleições para presidente, senador e parlamentar federal.

Bernal lembrou que teve deputado, que em seu discurso, disse que participou novamente de um processo de cassação. “Mas devo lembrar que a Polícia Federal e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) interceptaram telefonemas que mostraram a troca de voto por dinheiro e depois entregaram a Prefeitura para nós, no dia 27 de agosto, quebrada e individada”.

Ele não citou o nome, mas quem disse isso na Câmara dos Deputados, ao declarar seu voto favorável ao afastamento, foi o deputado Elizeu Dionizio (PSDB), que era vereador na ocasião da cassação de Alcides Bernal, em março de 2014. “É a segunda vez que me deparo com uma situação como esta. É a segunda vez que tenho de votar contra um gestor que cometeu improbidade administrativa e, como da primeira vez, eu voto pelo meu Mato Grosso do Sul, pela juventude, eu voto sim. Tchau querida”, disse o deputado na declaração de voto.

Sobre os discursos e a aprovação, Bernal disse que viu com tristeza as falas dos parlamentares. “Na hora do voto, os deputados ficaram lembrando do papai, mamãe, vovó e vovô, mostrando que não estão levando tão a sério aquela votação que decidia o futuro do País, mas pensando apenas em satisfação pessoal”.

A respeito da denúncia contra Dilma, Bernal disse preferir não comentar e conclui que toda a cena “foi deprimente”. O processo contra a presidente foi aprovado por 367 dos 513 deputados. Contrários somaram 137 votos.

Influência – A ‘aparição’ do ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), em rede nacional durante a votação do impeachment “foi para mostrar que ainda tem influência”, cutucou o prefeito. “Nós pudemos ver o ex-governador atuando em Brasília no comando da bancada federal do Estado, inclusive fazendo questão de aparecer por trás dos discursos para mandar o recado de que ainda tem influência”.



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