Beto do Movimento defende saúde, agricultura familiar e fiscalização como pautas
Busca por uma cadeira no Senado veio da vontade de ver os movimentos ocupando espaços de poder

O candidato ao Senado pelo PSOL, Jonas Carlos da Conceição, conhecido como Beto do Movimento, foi da direção nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e hoje é assentado no Complexo Eldorado, em Sidrolândia, cidade a 71 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Jonas Carlos da Conceição, o Beto do Movimento, candidato ao Senado pelo PSOL em Mato Grosso do Sul, é assentado no Complexo Eldorado, em Sidrolândia, e ex-dirigente nacional do MST. Sua candidatura defende saúde, agricultura familiar, agroindústrias em assentamentos e cinturões verdes nos municípios. Ele afirma que concorre para ampliar a fiscalização sobre governos e combater desvios de recursos públicos no estado.
A busca por uma cadeira no Senado na Eleição deste ano veio da vontade de ver os movimentos ocupando espaços de poder e ampliar a fiscalização da bancada federal aos órgãos públicos.
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Em entrevista ao Campo Grande News, na manhã desta quinta-feira (24), o candidato decidiu concorrer ao Senado por entender que o cargo permite ampliar a fiscalização sobre os governos e a aplicação dos recursos públicos. A defesa da saúde e o fortalecimento da agricultura familiar são as principais bandeiras da campanha.
“O que me faz ser candidato ao Senado é justamente as injustiças, o abandono que o estado do Mato Grosso do Sul vem passando, principalmente nessa questão da saúde que a gente percebe que Mato Grosso do Sul, a todo momento, existe denúncias de corrupção, denúncia de desvio de recurso”, disse.
A experiência como assentado da reforma agrária aparece como uma das principais bases da candidatura. Beto contou que entrou na luta pela terra em Dourados, após servir o Exército, e permaneceu por sete anos em acampamento antes de ser assentado em 2005.
“Eu venho da luta pela terra, então não sou simplesmente o amigo que se solidariza com a reforma agrária e com a agricultura familiar. Eu sou assentado e sou da reforma agrária, sou fruto da luta pela terra e é o que nós queremos fortalecer com essas bandeiras”, defendeu.
Entre as propostas citadas está a implantação e ampliação de agroindústrias nos assentamentos e o fortalecimento das cooperativas. Na avaliação do candidato, a dificuldade de beneficiamento e comercialização faz com que parte da produção da agricultura familiar não consiga chegar ao consumidor.
Para ele, investir na agricultura familiar poderia reduzir custos de transporte e ampliar a oferta de produtos produzidos em Mato Grosso do Sul. “Quando a gente fala na produção de alimentos saudável, na cooperativa, em toda essa organização, também se pensa na questão do preço de alimento para quem consome, para quem tá na cidade”, disse.
Outra proposta apresentada pelo candidato é a criação de cinturões verdes no entorno dos municípios, com produção de alimentos.
O candidato explicou a origem do nome de urna. Segundo ele, “Beto” surgiu a partir da influência do trabalho de formação política no MST por usar como referência os textos do Frei Betto. O candidato acrescentou “do Movimento” ao nome de urna para se diferenciar dos demais concorrentes com esse nome: “Eu sou o Beto do movimento porque eu sou ligado aos movimentos sociais”, completou.
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