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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

22/10/2015 12:30

Briga entre índios e deputados sobre boicote a produtos encerra sessão

Flávia Lima e Leonardo Rocha
Indígenas voltaram a ocupar o plenário da Assembleia nesta quinta-feira. (Foto:Leonardo Rocha)Indígenas voltaram a ocupar o plenário da Assembleia nesta quinta-feira. (Foto:Leonardo Rocha)

Uma discussão entre um grupo de pelo menos 40 indígenas e os deputados Paulo Corrêa (PR) e Mara Caseiro (PTdoB), terminou com o encerramento da sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (22). A polêmica começou quando os índios chegou ao local para apoiar a criação da CPI que apura se houve omissão do Estado nos casos de morte e violência praticada contra os povos indígenas entre 2000 a 2015.

A confusão começou quando o grupo se mostrou favorável a um boicote contra os produtos do agronegócio do Estado. "Há sangue indígena na produção do Estado", disse a líder Sônia Guajajara, coordenadora executiva da APIB (Associação de Povos Indígenas do Brasil), que ocupou a tribuna para incentivar o lançamento da campanha de boicote.

Nesse momento o deputado Paulo Corrêa se mostrou contrário ao discurso dos índios e solicitou que a mesa diretora apurasse o RG, CPF e a té comprovante de residência da líder indígena. No entanto, ele não explicou o motivo da solicitação.

Além disso, o deputado disse que era possível discutir sobre a CPI, mas quanto ao boicote, seria impossível. Em apoio ao colega, a deputada Mara Caseiro também se mostrou contrária a reivindicação do grupo. "Todos iremos morrer de fome se houver um boicote aos nossos produtos", ressaltou.

Revoltados, os índios começaram a gritar. Foi quando o deputado Paulo Corrêa se dirigiu até a mureta, próxima ao público e começou a discutir com os indígenas. .

O clima ficou tenso e o deputado Junior Mochi (PMDB) acabou encerrando a sessão. Com a decisão o grupo acabou deixando o plenário, se concentrando na área externa da Assembleia, com faixas e realizando danças típicas. Após o fim do tumulto, a sessão foi retomada.

Após encerramento de sessão, índios fizeram protesto do lado externo da Assembleia. (Foto:Fernando Antunes)Após encerramento de sessão, índios fizeram protesto do lado externo da Assembleia. (Foto:Fernando Antunes)


O Brasil está mesmo virando terra de ninguém, as leis estão sendo jogadas no lixo, a qualquer tempo grupelhos de índios e sem terras invadem propriedades privadas, expulsam seus donos e dilapidam seus bens, além de promoverem manifestações fechando rodovias e invadindo prédios públicos e tudo isso sob as barbas das autoridades que nada fazem, aí quando os produtores se revoltam e tentam defender seus direitos todos os órgãos da justiça entram em ação, é o MPE, MPF, STF E a tal Força Nacional, e todos com o intuito de defenderem os invasores não os legítimos proprietários.
Uma pergunta se faz necessária,, qual a representatividade da produção agrícola das aldeias indígenas na economia de MS, para que eles proporem boicotes aos produtores rurais.
 
juvenul em 22/10/2015 18:57:53
Tadinho dos deputados e deputadas.
Não podem ser contrariados.
Chama a mamãe.
Em tempo 1: A produção do agronegócio no estado tem sangue indígena sim.
Em tempo 2: A produção do MS não tem peso nenhum na economia do país. Podem fechar tudo isso aqui que não vai alterar nada. Não vai fazer nenhuma falta.
Fechem tudo e devolvam a terra a seus verdadeiros donos, os índios.
 
Critico em 22/10/2015 18:44:19
Campanha irresponsável contra a produção do Estado e contra o Brasil. Quem manipula os indígenas? A que serve esta campanha difamatória e caluniosa? Quem será responsabilizado por estes atos e palavras de tanta inconsequência?
 
monica em 22/10/2015 15:51:47
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