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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

02/07/2012 12:15

Candidato de novo, Vander vê em pacto da oposição chance de 2º turno

Fabiano Arruda
Deputado federal Vander Loubet concede entrevista ao Campo Grande News. (Foto: Rodrigo Pazinato)Deputado federal Vander Loubet concede entrevista ao Campo Grande News. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Após 2004, o PT volta a ter o deputado federal Vander Loubet como pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande.

Daquela vez, perdeu no primeiro turno para Nelsinho Trad. Agora, aposta numa espécie de "pacto da oposição", para levar a disputa ao segundo turno, com a pulverização de candidaturas.

Na empreitada de 2012, Loubet se escora no programa “Conversando com Campo Grande”, que tem promovido reuniões nos bairros, para elaborar propostas de campanha que, segundo ele, atendam o anseio da população e o façam ir para a disputa no segundo turno.

“As pessoas estão carentes de debates e informações. E é impressionante a receptividade que estamos encontrando”, comenta.

Casado e pai de dois filhos, o advogado, de 48 anos, diz ser extremamente ligado à família e, como “bom pantaneiro”, prioriza uma boa pesca. Católico e pregando a importância de acreditar em Deus, independente da religião, confessa que vara e anzol vão ficar cada vez mais raros nos próximos meses.

A cabeça de Vander, agora, trabalha em propostas como a criação de sete subprefeituras para cada região da Capital no intuito de descentralizar a gestão. “Existem ações no dia a dia, como coleta de entulho e tapa buracos, que podem ser resolvidas por este instrumento. O prefeito tem enxergar a cidade como um todo. Não dá para administrar uma cidade como Campo Grande de uma sala na Afonso Pena”.

A criação de um restaurante popular no município e do debate sobre o que Vander chama de “ideias forças”, serão sete, ao todo, também estarão entre os motes de campanha.

Loubet ainda diz que vai propor debates sobre a tarifa de transporte coletivo em Campo Grande. Ele diz que pretender abrir a “caixa preta” da formação do preço que, segundo estudos que diz possuir, tem excesso de R$ 0,80.

Vander revela que vai propor revisões nas aplicações do IPTU e ISS. “Tem pessoas que possuem um imóvel só e não pode ser tratadas como especuladores. Esperaram dez, 20 anos pra chegar o asfalto e a drenagem na frente da sua casa e agora não conseguem pagar porque o reajuste do IPTU foi muito maior do que o reajuste do salário”, criticou.

“Nos últimos quatro anos a média de reajuste do IPTU foi de reajuste de 124%. E a inflação de 23%”, completa. Tudo isto faz parte de uma linha que Vander vai priorizar no debate, chamada “Custo Campo Grande”.

Petista promete debater arrecadações do IPTU e ISS. O preço do transporte coletivo também será um dos motes da campanha.Petista promete debater arrecadações do IPTU e ISS. O preço do transporte coletivo também será um dos motes da campanha.

O petista acredita que, caso chegue ao segundo turno, vai contar com o apoio de todos os outros candidatos. “Se eles estão saindo (candidato) é porque estão insatisfeitos com o modelo de governo que está aí há 15, 20 anos”, pontua.

Após meses de articulações por alianças, Vander não conseguiu atrair partidos aliados. Confirmou, no fim de semana, que o deputado estadual Cabo Almi será vice, numa chapa pura. E aposta na força da militância do PT para “fazer bonito”.

A seguir, o deputado responde a oito tópicos perguntados a todos os candidatos.

Aborto

"Sou contra e a favor da vida."

Pena de morte

"Sou contra. Não resolve o problema. A causa não é esta. Não é com a pena de morte que diminui a criminalidade. São com políticas públicas e o Estado cumprindo seu papel."

Eutanásia

"Sou contra qualquer tipo de medida que tire a vida das pessoas."

Reforma política

"Precisamos fazer a reforma política. Sou a favor de acabar com a reeleição e ter um único mandato de cinco anos com financiamento público de campanha, juntando todas as eleições no mesmo ano. É mais barato para o Estado e permite planejar melhor sua administração."

Sistema de governo

"Sou presidencialista. Vejo que temos uma cultura presidencialista. Tem que haver quem comanda."

Reforma administrativa

"Tem que existir uma política de valorização dos servidores e investir na formação. Aí você tem o direito de cobrar. Sou contra qualquer tipo de privatização principalmente de serviços essenciais. As principais empresas têm que ficar nas mãos do Estado, que tem que ser eficiente. É possível. Basta ver o que o governo Lula fez: Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras. Não foram privatizadas e hoje são as grandes indutoras do desenvolvimento. Se não fosse os bancos públicos não seria possível criar as condições para baixar os juros. Por isto a importância das empresas públicas."

Ao falar sobre saúde, Loubet propõe construções de Pronto Socorro Municipal e Laboratório Central. Ao falar sobre saúde, Loubet propõe construções de Pronto Socorro Municipal e Laboratório Central.

Trânsito e punição para condutores que provocam mortes:

"Precisamos pensar a questão da mobilidade urbana num contexto mais geral. A cidade sempre foi pensada na ótica do carro e não do cidadão, do pedestre. Temos que tratar o transporte coletivo de forma séria. Cada vez mais diminui o número de usuários do transporte pelo preço e qualidade. Temos o segundo transporte mais caro das capitais do Brasil (R$ 2,85).

Em Fortaleza (CE), há quatro anos, era uma situação muito parecida com Campo Grande e lá foi aberta a “caixa preta” aonde se formula o preço do transporte. E eles conseguiram segurar sem reajuste a tarifa por quatro anos. Solicitamos um estudo semelhante, e vou publicitar logo, em que mostra que a tarifa do transporte em Campo Grande tem uma “gordura” de R$ 0,80 no preço.

Vou, sem “caça às bruxas”, abrir uma conversa séria com os empresários e vamos ajustar o preço do transporte para ficar compatível com o que é nas cidades com o porte de Campo Grande, utilizando as mesmas ferramentas que a Prefeitura de Fortaleza utilizou. Hoje lá é R$ 2, a segunda mais barata do Brasil com vias expressas.

Não podemos pensar só nas ciclovias, mas nas “motovias”. Temos 120 mil motos em Campo Grande. Porque não tem qualidade no transporte e pelo preço a pessoa prefere pegar o vale transporte e comprar uma moto. Estou pedindo estudo para o pessoal que trabalha meu programa de governo nestas questões, com da sinalização.

Vou ser prefeito para debater o “custo Campo Grande”. Várias áreas são só para arrecadar. Os radares, lombadas eletrônicas, não é que têm que acabar, mas não pode ser para arrecadar dinheiro."

Sobre punições, creio que temos leis que já são aplicadas e o que está na legislação tem que ser cumprido. O prefeito não pode fazer mais do que está na lei."

Educação e saúde: o que fazer para fazer que estas áreas deixem de ser propostas prioritárias em campanhas e sejam efetivadas em qualidade durante os mandatos?

"Vou tratar a saúde como investimento e não como despesa. E valorizar dos servidores, sejam médicos, enfermeiros, agentes de saúde, o que é uma marca do PT. Sempre valorizamos os servidores. Os funcionários públicos municipais de Campo Grande podem ter certeza que, se ganharmos a eleição, vamos ter uma política de recuperação salarial, particularmente, os da saúde."

Pré-candidato à Prefeitura pelo PT no evento desenvolvido pelo partido intitulado Conversando com Campo Grande.Pré-candidato à Prefeitura pelo PT no evento desenvolvido pelo partido intitulado "Conversando com Campo Grande".

Queremos criar o Pronto Socorro Municipal. Em relação à Santa Casa, vamos devolver à Associação Beneficente, como já existe decisão judicial. Fazem sete anos e meio de intervenção, a dívida era de R$ 30 milhões e foi para R$ 120 milhões. A intervenção não resolveu. Minha ideia é devolver, fazer transição, aproveitar o prédio do Hospital do Trauma e transformar em Pronto Socorro e construir, para desafogar os postos de saúde, quatro clínicas para atender a Melhor Idade, de atendimento integral e especialidades voltadas para este público como cardiologista, endocrinologista, ginecologista, oftalmologista, urologista. Este setor tem uma demanda muito grande e cada vez as pessoas vivem mais. E vão precisar de um atendimento maior ainda.

Vamos construir mais um laboratório central do município, porque o Labcen está sucateado. Às vezes o cidadão consegue a consulta e precisa fazer o exame, mas tem que esperar quatro ou cinco meses.

Em relação à Educação, temos que pensar como prioridade a educação em tempo integral e valorizar o ensino público. Para que os filhos daqueles que estudam na escola pública tenham igualdade de condição com os alunos que estudam em escola privada. Precisamos dar ferramentas tecnológicas para que os alunos das escolas municipais sejam competitivos. O espaço físico das escolas é bom, então, é preciso investir em tecnologia e na qualificação dos professores. E respeitando as reivindicações: piso salarial, hora atividade".

Declaração de bens

"Está no meu imposto de renda. É público e quando se faz o registro de candidatura se apresenta a declaração do Imposto de Renda. Está disponível para consulta da imprensa."

(A prestação de contas de Vander Loubet à Justiça Eleitoral em 2010 apontava patrimônio de R$ 595,8 mil.

Entre os bens, chácaras e R$ 59 mil em espécie de saldo bancário.)



Vander é com certeza o candidato mais preparado para administrar Campo Grande, com politicas de melhorias voltadas para a população de todas as classes e raças, de todas as regiões e bairros da cidade, sua visão de governar será semelhante ao do Governo Federal, "Governar para todos".

Esta é a nossa oportunidade
 
Jose Belino em 02/07/2012 07:51:58
Este é o melhor candidato a prefeitura de Campo Grande - MS.
 
Régis Marlo Martins Pereira em 02/07/2012 05:30:31
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