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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

03/08/2014 13:05

Candidatos apostam em ações de segurança e emprego às mulheres

Leonardo Rocha e Ludyney Moura
Tatiane reclamou de propostas genéricas de candidatos, ela quer mais empregos às mulheres (Foto: Marcelo Victor)Tatiane reclamou de propostas genéricas de candidatos, ela quer mais empregos às mulheres (Foto: Marcelo Victor)
A vendedora Elza Gomes quer delegacia 24 horas para as mulheres (Foto: Marcelo Victor) A vendedora Elza Gomes quer delegacia 24 horas para as mulheres (Foto: Marcelo Victor)

Os candidatos ao governo estadual apostam em propostas no setor da segurança e empregos às mulheres de Mato Grosso do Sul. No perfil divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o público feminino tem 51,62%, contra 48,38% dos homens no Estado. Por esta razão, este segmento tem sido prioridade na hora da elaboração do plano de governo.

O senador Delcídio do Amaral (PT) ressaltou entre suas metas está as condições igualitária para as mulheres, através de políticas públicas específicas. Entre eleas, está a promoção de programas de saúde integral, geração de emprego, renda e fomento ao empreendedorismo, além de ações de cidadania.

Está em seu plano de governo o atendimento 24 horas nas delegacias da Mulher, para fortalecer a rede estadual de atendimento à vítima de violência, assim garantindo as normas técnicas do Ministério da Saúde. Também tem como meta promover incentivos às empresas para que tenham creches em suas instalações.

O plano de governo do candidato Sidney Melo (PSOL) também prevê a delegacia 24 horas, assim como o debate sobre os direitos femininos e garantia de empregos e salários igualitários. No planejamento do candidato do PSTU, Professor Monge, existe o cuidado no enfrentamento contra a violência, ampliar casas de abrigos, buscar mais recursos junto ao governo federal, para investir na execução da Lei Maria da Penha, assim como a descriminalização do aborto.

Já o candidato Evander Vendramini (PP) ressaltou que as políticas públicas para as mulheres serão prioridades e que é preciso se adequar a este contexto social. “Temos presidentes mulheres nos principais países do mundo, como Brasil e Alemanha, iremos melhorar o acesso ao mercado de trabalho, além de cuidar da sua segurança”.

Os tucanos, do candidato a governador Reinaldo Azambuja, deixaram a elaboração das propostas de políticas públicas para mulheres à cargo do PSDB Mulher, e dentre os desafios para o setor estão universalização dos direitos às mulheres (e outros grupos sociais) e priorização das mulheres nas políticas de promoção do empreendedorismo. “A mulher representa a família e é muito dedicada, consegue ser dona de casa, mãe, profissional e política”, disse a presidente estadual do PSDB-Mulher, Eliana Rodrigues. 

Nelsinho Trad, candidato do PMDB ao governo do Estado, coloca como prioridade de seu governo a implementação do funcionamento 24 horas das delegacias de atendimento à mulher. "Articular, estruturar e consolidar um sistema estadual de referência e atendimento às mulheres vítimas de tráfico para fins de exploração sexual", diz o peemedebista em seu programa de governo. Nelsinho também quer implantar políticas de igualdade salarial e de oportunidades nas empresas e também nos municípios, com a criação do selo "Cidade Amiga da Mulher". 

Propostas da sociedade - A jovem aprendiz Karine Viana, de 18 anos, afirmou que os candidatos devem apresentar projetos que tenham leis mais severas a violência contra mulher, com campanhas e políticas voltadas a este assunto. “Temos que ter esta atenção especial, pelos muitos casos que aconteceram nos último anos”.

A técnica em radiologia Tatiane Ribeiro, 25, reclamou que os candidatos fazem propostas “genéricas”, sem que haja algo de específico para melhorar as condições das mulheres. “Nós precisamos de mais vagas para empregos, concursos em áreas da segurança com a mesma participação que os homens”.

Já a dona de casa Ivone Batista, 65, também ressaltou que até hoje foram feitas poucas políticas para as mulheres, que os candidatos estão devendo. “Até o momento estão devagar, é preciso ações que garantam a nossa segurança, nós vimos muita violência aqui no Estado”.

A cozinheira Vanda Abud, 38, lembrou que o publico feminino quer mais oportunidades, com salários iguais aos dos homens. “Estamos crescendo no mercado, temos que ser valorizadas”. A vendedora Elza Gomes, 38, lembrou que a delegacia 24 horas iria facilitar o atendimento às vítimas e que as leis precisam ser mais rígidas nestes casos.




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