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Política

Candidatos que menos gastaram foram campeões nas urnas em Sidrolândia

Fiuza em 2020 e Vanda em 2021 gastaram apenas um quarto do declararado por Enelvo nos pleitos

Por Nyelder Rodrigues | 23/06/2021 17:43
Vanda e Daltro, durante a campanha da progressistas à prefeitura de Sidrolândia (Foto: Reprodução/Facebook)
Vanda e Daltro, durante a campanha da progressistas à prefeitura de Sidrolândia (Foto: Reprodução/Facebook)

O dinheiro faz as campanhas políticas rodarem. Ao menos essa é uma lógica ainda bem aceita, mas que anda sendo quebrada em várias circunstâncias nos últimos anos, desde que as doações empresariais foram proibidas e a dinheirama jorradas nos períodos eleitorais se tornou mais escasso em todo o Brasil.

Em Sidrolândia, essa linha de raciocínio foi desmentida duas vezes em um curto espaço de tempo: as eleições de novembro de 2020 e as eleições suplementares de junho de 2021. Em ambas, o candidato a prefeito mais votado foi o que menos gastou.

Ao menos é isso o que aponta a plataforma de prestação de contas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o DivulgaCand. As eleições na cidade aconteceram em 13 de junho de 2021 após a pleito para definir o novo chefe do Executivo municipal no ano anterior ter sido anulado pela Justiça Eleitoral.

Em 2020, concorreram ao cargo de prefeito três nomes: Moacyr de Almeida (Patri), Enelvo Felini (PSDB) e Daltro Fiuza (MDB). Conforme declarado por ambos ao TSE, cada um deles gastou respectivamente R$ 160,3 mil, R$ 300,7 mil e R$ 79,1 mil na campanha - valor que representa 26% do gasto de Enelvo, ou seja, quase um quarto.

Porém, nas urnas o resultado foi diferente, com Fiuza recebendo 10.646 votos, o equivalente a 46,44% dos votos, enquanto Enelvo foi escolhido por 9.057 eleitores, ou seja, 39,51% deles. Moacyr recebeu 3.219 votos, ou seja, 14,04%.

Novo pleito - Com a anulação da candidatura de Daltro, que concorreu sob judice mas caiu na Lei da Ficha Limpa, foi remarcada uma nova eleição em Sidrolândia, dessa vez com Moacyr como vice de Enelvo e a esposa de Daltro, Josi Fiuza (MDB), como vice de Vanda Camilo (PP), eleita vereadora com 689 votos - a mais votada da cidade.

Já estando na prefeitura interinamente, pois foi eleita presidente da Câmara de Vereadores e assim pode assumir o posto até nova eleição, Vanda gastou menos ainda Daltro no ano passado, chegando a marca declarada de R$ 67 mil.

Seu rival, Enelvo, gastou R$ 243,5 mil na eleição desse mês - fazendo com que o gasto de Vanda seja 27% do feito por Felini, também próximo de um quarto. Na véspera da eleição, com a morte por covid de Moacyr após três meses internado, o tucano trocou seu vice, ficando Sérgio Ocampos, também do Patri, na vaga deixada pelo aliado.

Somando todos os valores gastos nas cinco candidaturas declaradas em 2020 e 2021, os postulantes ao Executivo sidrolandense movimentaram R$ 850,7 mil, sendo R$ 544,2 mil apenas de Enelvo - que no pleito suplementar ficou com 9.782 votos, 47,6% deles, enquanto Vanda obteve 52,4%, ou seja, 10.768 votos.

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