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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

13/03/2014 00:14

Cassado teve ascensão meteórica e relação desastrosa com a Câmara

Aline dos Santos
Em primeiro de janeiro de 2013, Bernal comemora posse como prefeito de Campo Grande. (Foto: Luciano Muta/Arquivo)Em primeiro de janeiro de 2013, Bernal comemora posse como prefeito de Campo Grande. (Foto: Luciano Muta/Arquivo)

Chegou ao fim, às 22h36 de hoje (12 de março de 2013), a conturbada, polêmica e desastrosa relação entre Alcides Bernal (PP) e a Câmara Municipal de Campo Grande. A confusão entre os Poderes Executivo e Legislativo já teve prenúncio no fim de 2012, antes mesmo da posse do prefeito, realizada em primeiro de janeiro de 2013.

Radialista por profissão, Bernal - que já havia sido vereador na Capital e deputado estadual - venceu nas urnas, mas sempre patinou na articulação política em meio à maioria de parlamentares oriunda da chapa de oposição.

Na disputa com partidos tradicionais, como o PMDB, que comandou a Prefeitura de Campo Grande por duas décadas, e o PSDB, Bernal foi dúvida até a última hora do dia das convenções. Sem aliados, lançou chapa pura, contra outros seis adversários.

A corrida eleitoral foi marcada por polêmica, mas a sua candidatura resistiu a ataques, em forma de impressos ou vídeos, que o acusaram, entre outros fatos, de receber dinheiro por debaixo da mesa numa negociata. Com apoio popular, chegou ao segundo turno e, no dia 28 de outubro de 2012, obteve 270.927 votos, derrotando o candidato Edson Giroto (PMDB).

Multidão cerca carro de prefeito ao deixar a Câmara após a cassação (Foto: Marcelo Victor)Multidão cerca carro de prefeito ao deixar a Câmara após a cassação (Foto: Marcelo Victor)
Bernal ergue a mão fechada e repete gesto dos petistas condenados pelo mensalão (Foto: Marcelo Victor)Bernal ergue a mão fechada e repete gesto dos petistas condenados pelo mensalão (Foto: Marcelo Victor)

A promessa de campanha - com mote “40 anos em 4” e slogan de “As pessoas em primeiro lugar” – era priorizar a Saúde, com médicos 24 horas nos postos de saúde e a criação da central de consultas online, para evitar o sofrimento em filas.

Em 1º de janeiro de 2013, foi empossado o 17º prefeito de Campo Grande eleito pelo voto direto. Mas a crise com a Câmara já estava instalada. Os vereadores, ainda em 2012, congelaram o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), reajustaram o salário de prefeito para R$ 20 mil, mesmo contra a vontade de Bernal, e diminuíram o poder do chefe do Executivo.

Uma emenda reduziu de 30% para 5% a abertura de créditos adicionais a serem utilizados pela administração municipal, sem que a transação precise passar pela aprovação da Câmara Municipal.
Também antes da posse, o estilo centralizador do prefeito chamou a atenção. O secretariado, por exemplo, só foi anunciado em 31 de dezembro de 2012.

Antes da votação ser concluída, Bernal deixa sede do Legislativo (Foto: Marcelo Victor)Antes da votação ser concluída, Bernal deixa sede do Legislativo (Foto: Marcelo Victor)
Ritva Vieira, que deixou o PMN para seguir na base de Bernal, chora após Câmara aprovar cassação (Foto: Marcelo Victor)Ritva Vieira, que deixou o PMN para seguir na base de Bernal, chora após Câmara aprovar cassação (Foto: Marcelo Victor)

As derrotas - Os planos era construir diálogo com os vereadores, mas o primeiro teste de popularidade de Bernal entre os parlamentares se revelou profético. “Ungida” pelo prefeito, a vereadora Rose Modesto (PSDB) perdeu a disputa pela presidência da Câmara. Com placar de 20 votos a 9, a vitória ficou com Mário César. Era primeiro de janeiro e Bernal amargou a primeira derrota de 2013.

No decorrer do ano passado, o prefeito conseguiu perder até mesmo aliados, como dois vereadores do PSDB e Waldecy Nunes , o Chocolate. Logo, se afastou e isolou o vice Gilmar Olarte (PP). Na ofensiva, a Câmara abriu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote. Por fim, a investigação apontou que o prefeito “fabricou” situação de emergência. Ou seja, priorizou contratos com dispensa de licitação.

O parecer abriu caminho para a Comissão Processante. Com manifesto a favor da cassação, Bernal foi julgado e perdeu o mandato. Neste meio-tempo, foram várias as tentativas de atrair vereadores para a base aliada. Usando a força da caneta, distribuiu cargos e trouxe Pedro Chaves (PSC) para comandar a secretaria de Governo, responsável por estreitar os laços com os vereadores.

Na berlinda, prometeu, em outubro, tirar da gaveta um conselho político, antiga aspiração dos então partidos aliados. No entanto, o governo de coalizão não teve êxito e Bernal foi protagonista de um dia histórico, em 114 anos da cidade, foi o primeiro prefeito cassado de Campo Grande.




12 de março de 2014.
Parabéns ao povo Campo Grandense!
Não me recordo de ter visto a minha cidade tão largada como eu vi da ultima vez que estive aí em outubro de 2013.
 
Murilo Menezes em 13/03/2014 09:44:41
Junto com o Bernal vai sair a arrogancia das secretárias que se achavam tão autoritárias quanto o prefeito, tomara que tenhamos uma prefeitura mais dinâmica, mais humana, mais humilde, que pense sempre no povo em primeiro lugar e não na proprio umbigo.
Parabens povo de Campo Grande!
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 13/03/2014 08:53:37
Bom. Mesmo que muitos falem que ele não se aliou à "corja" do PMDB,o Bernal também fez as mesma falcatruas e desmandos dos seus opositores. Foi caçado por não ter se aliado aos "coronéis" da cidade. O disco não vai virar , já sabemos . Esperamos que o Olarte pelo menos faça algo de útil para a cidade mesmo que aliado aos "coronéis " de Campo Grande, em vez de ficar chorando no facebook e se estressando por querer fazer administração sozinho !
 
Karla Cavalcante de Jess em 13/03/2014 01:53:14
lamentável , votei em vao , meu titulo de eleitor nao tem valor , embora seja obrigado a votar , vejo que quem manda aqui ainda é o coronelismo , golpe politico . o chocolate é um traira , traiu o picarelli , traiu os eleitores e traiu o partido . absurdo , vou mandar um pedido ao tre para que nao me convoquem mais para nenhuma eleiçao como mesario , o brasil é um lixo , tenho vergonha de ser brasileiro .
 
antonio gonçalves da silva em 13/03/2014 01:44:27
Uma pena o prefeito que a população colocou, ser retirado assim !!!
Vamos ver o que os outros governantes irão fazer ?
E os vereadores ?
Sr. Vereador Carlão em sua candidatura você me entrego junta com sua comissão panfletos de suas metas... Confiei meu voto em você, em seu panfleto que esta aqui em minhas mãos você diz que iria começar o asfalto em março de 2014 aqui no bairro Nova Lima, ja se passaram 12 dias do mês e eu não vi nenhuma maquina aqui no bairro e olha que eu ando hen... Vai colocar a culpa nessa bagunça que vocês criaram ?
Deste jeito também tem que caçar seu mandado. Aguardo retorno....
 
renato de carvalho amorim em 13/03/2014 00:29:59
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