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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

17/03/2013 11:56

Cenário eleitoral para 2014 indica pouco candidato e aliança PT-PMDB

Zemil Rocha
André e Delcídio podem acaba com rivalidade entre PT e PMDB em MS (Foto: Arquivo)André e Delcídio podem acaba com rivalidade entre PT e PMDB em MS (Foto: Arquivo)

O cenário eleitoral para 2014 em Mato Grosso do Sul deve ser com poucos candidatos a governador e existe grande chance de o PMDB e o PT se aliarem, após décadas de rivalidade política no Estado. Em razão de a eleição ser realizada no Estado inteiro, com campanha nos 79 municípios, poucos partidos têm estrutura para lançar candidatos à sucessão do governador André Puccinelli. Já a disputa para o Senado, com apenas uma vaga em disputa, historicamente tende a ter mais concorrentes.

A eleição para governador do Estado poderá ficar com menos candidatos ainda se realmente acontecer a composição de um “chapão” encabeçado na disputa majoritária por PT e PMDB, preconizada por várias lideranças políticas regionais. “Eu trabalho no sentido da união do PMDB com o PT. Acho que vai acontecer isso, tanto que a presidente Dilma já sinalizou para o governador André Puccinelli”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Jerson Domingos (PMDB), advertindo, porém, que esse é um ponto de vista pessoal e que seguirá as determinação do seu partido.

“Acredito que vai ter essa aliança entre André e Delcídio. Acho difícil que isso não aconteça. E o André só vai ser candidato a senador se sair essa aliança. Ele não vai assumir risco”, afirmou liderança de outro partido, optando por não ser identificado.

Favorece essa aliança, com o senador Delcídio do Amaral (PT) para candidato ao governo do Estado e o atual governador André Puccinelli (PMDB) para o Senado, o fator nacional, já que petistas e peemedebistas são aliados e devem continuar juntos na provável candidatura à reeleição da presidenta Dilma Roussef, que teria palanque único em Mato Grosso do Sul.

Além da extraordinária força política dessa aliança entre PMDB e PT, com 45 prefeitos, seis dos oito deputados federais e dois dos três senadores, ainda haveria adesões de vários outros partidos, como PDT, que tem 12 prefeitos no Estado, PR, que tem sete prefeitos, DEM e PDT, com seis prefeitos por legenda, PP, PPS, PRP, PSD, PTB, com um prefeito cada.
Há, contudo, forças políticas defendendo candidatura própria do PMDB em 2014, com dois peemedebistas se sobressaindo como alternativa, o ex-prefeito Nelsinho Trad e a vice-governadora Simone Tebet. Para lhes dar visibilidade, André deve nomeá-los no começo de abril para cargos políticos no primeiro escalão, com o desmembramento da Secretaria de Governo (Segov).

“O único candidato competitivo que o PMDB poderia ter seria Nelsinho Trad, mas não sei se o time do André vai se entusiasmar com ele. Tem quem defenda o nome da vice Simone, mas não tem projeção estadual para enfrentar o Delcídio”, avaliou uma liderança que é favorável ao entendimento entre o PMDB e o PT.

Com o PMDB marchando com candidatura própria ao governo, Delcídio teria preferência de ter o presidente regional do PSDB, deputado federal Reinaldo Azambuja, como companheiro de chapa, disputando a vaga do Senado. Trata-se, porém, de uma possibilidade difícil de ser concretizada.

Embora esteja acenando com a possibilidade de apoiar o senador Delcídio do Amaral no ano que vem, o PSDB terá dificuldade em não lançar candidatura própria ao governo do Estado em razão de ter a obrigação de montar um palanque presidencial em Mato Grosso do Sul. Com o bom desempenho eleitoral em Campo Grande, quase tendo ido para o segundo turno, o deputado federal Reinaldo Azambuja poderá ser candidato a governador, porém muito mais pela imposição do cenário nacional, visto que sabe das dificuldades a enfrentar sem ter apoio de outras legendas fortes e da maioria das lideranças estaduais e municipais.

Jerson Domingos também é cético sobre um acordo que envolva PT e PSDB. “Reinaldo e Delcídio tem relação excelente, mas o problema é a direção nacional dos dois partidos. Será que ela permitem essa aliança?”, questionou o deputado peemedebista. “O PSDB não vai disputar a presidência da República sem ter palanque em Mato Grosso do Sul”, respondeu ele mesmo.

Exemplos de fragilidades eleitorais devido à falta de apoio da classe política para candidatos majoritários sobejam. Na eleição passada para o Senado, em 2010, Dagoberto Nogueira Filho (PDT) sentiu isso na pele. “Eleição se faz com classe política. Eu e o Zeca tentamos fazer sem ela, mas tomamos no nariz. Por isto eu e ele perdemos”, lembrou o principal líder do PDT no Estado. Naquele pleito, Dagoberto perdeu para Waldemir Moka, eleito senador com forte apoio do governador André Puccinelli.

Eleições passadas – A eleição para o governo do Estado em 2010 quando o governador André Puccinelli foi reeleito houve apenas três candidatos. Ele próprio, o ex-governador Zeca do PT e o comerciante Nei Braga (PSOL). A disputa com candidato à reeleição inibe a participação de outros candidatos, especialmente quando avaliação popular do governo é de grande aprovação.

Quanto ao Senado, com duas vagas em disputa há pouco mais de dois anos, concorreram quatro: Delcídio do Amaral (PT), Waldemir Moka (PMDB), ambos eleitos, Dagoberto Nogueira (PDT) e Murilo Zauith (na época filiado ao DEM e hoje no PSB).

Eleição mais similar com a situação que será encontrada em 2014 é o pleito realizado em 2006. Naquela disputa, seis disputaram o governo do Estado: André Puccinelli (PMDB), Delcídio do Amaral (PT), Carlos Alberto Dutra (PSOL), Elizeu Amarilha (PSC) e Tito Lívio Canton (PV), cujo registro de candidatura acabou sendo negado.

A concorrência pela única vaga do Senado em 2006 foi ainda mais acirrada, com sete políticos disputando-a: Marisa Serrano (PSDB), que foi eleita com apoio de Puccinelli, Egon Krakhecke (PT), João Leite Schimidt (PDT), Anita Terezinha Nunes Borga (PSOL), Carlos Leite (PV), Suel Ferranti (PSTU) e Ionaldo José Arce (PR).



Meu voto seria do Delcidio mas se fizer essa aliança não terá mais.
 
Osney Donisete em 18/03/2013 12:45:58
Já votei no Delcídio e hoje me sinto enganado. Primeiro ele apoia e vota no Renan Calheiros para indignar o povo. Depois se muda de nosso estado e vai morar em Florianópolis com a família. Por fim, realiza um mandato mediano, demonstrando que apenas uma CPI pode dar-lhe visibilidade, e não trabalho. Esta aliança forçada que enterra o restinho das oposições em nosso estado não interessa à população, mas a prioridades pessoais. Este não me pega mais.
 
Fiuri Gaspar em 18/03/2013 11:02:29
Ontem inimigos, hoje aliados, e povo besta assistindo e achando bonito.
Pobre do Nelsinho e da Simone que achavam que estavam bonitos na foto. o Cacique escolhe quem quer o ponto final.
A resposta que devemos dar: AZAMBUJA NELES!!!!!!!!!!!!
 
jose da silva em 18/03/2013 10:48:02
Voto em qquer candidato que o André Puccinelli apoiar. Para mim o melhor governante que Campo Grande e Mato Grosso do Sul já teve. Um dos poucos políticos que trabalha pra valer, que administra o Estado lutando com unhas e dentes pelo seu melhor. Este tem e sempre terá o meu voto.
 
Antonio Carlos Silva em 18/03/2013 10:19:01
A população de Campo-Grande, em 2014, mostrará a esses dois senhores que o futuro de nossa cidade está acima de suas ambições pessoais.
 
Kelly Creizy em 18/03/2013 08:22:04
Acho muito difícil. É o que o André quer, mas nesse caso o PT teria que abalar suas relações com o PP, do prefeito.
 
Willian Jose em 18/03/2013 08:13:27
diz rui barboza de tanto crescer as inulidades e aumentar o poder nas mãos dos maus ia se chegar a hora dos homens ter vergonha de ser honestos isso se ve na assembreia na casa de lei dos vereadores nota se que os homens que estão la esqueceram da materia educacão moral e civica se as estudaram não estão exercitando as
 
valcirjose ribeiro em 18/03/2013 07:55:04
A única certeza que temos é que Delcídio será o nosso governador.
 
Fernando Albino em 18/03/2013 07:38:29
diga-me com quem andas, que eu te direi quem és! Abre o olho, Delcídio, com essa raposa ditador, que está mansinha, pronta pra dar o bote! esse não ganha nem pra comprar café! falou que ia cuidar dos netos, pra não espantar mosca! Nunca sequer lembrou de V. Excelência, e somente do Senador Waldemir Moka. V. Exa. não precisa desse tipo de apoio!
 
carlos bitencourt em 18/03/2013 01:26:28
Todos ganharemos com a eleição do Engenheiro Delcídio do Amaral para governador de Mato Grosso do Sul. Principalmente nós policiais civis e militares, porque certamente o futuro governador, dotado da sensibilidade que e capacidade de negociação que lhes são peculiares, fará gestão junto ao governo Federal no sentido de obter para a Segurança Pública deste Estado o mesmo tratamento que é dispensado aos estado do Amazonas, de Roraima e ao Distrito Federal. Em outros termos: dada a nossa peculiaridade, qual seja: limítrofe com dois países, corredor do narcotráfico e portão de saída de veículos furtados/roubados etc., temos DIREITO a subsídio da União para complementar o pagamento de melhores salários à Força Policial de Mato Grosso do Sul que é honesta, até demais, em face das "tentações".
 
Paulo Sotovia De Lamare em 17/03/2013 23:13:41
"O PSDB não vai disputar eleição pra Presidente sem ter palanque em MS"? MS tem 1 ou 2% dos eleitores do país! Acorda!
 
Júlio César em 17/03/2013 20:47:50
É bom o Delcidio se unir com Puccinelli para perder mais feio , o povo de mato grosso do sul quer REINALDO AJAMBUJA para o governo.
 
zenóbio veiga da silva em 17/03/2013 20:44:26
Olha... olhaaaaa.. ai depois aparece um candidato igual ao Reinaldo Azambuja..... e depois prega o fumo na turma e ficam todos assustados.... CUIDADO!!!! CUIDADO!!! tem que ver se é isso que o povo (povo? tadinho dele), quer. Ms por falar nisso, e o POVO? Ah, "isso" é um mero detalhe!
 
Gilson Giordano em 17/03/2013 17:44:47
Se PT e PMDB se unirem perderão as eleições. O Povo está cansado de "Projetos Politicos" que nada mais é do que projetos de manutenção de poder e usurpação da coisa publica. Campo Grande mostrou nas urnas em 2010 essa insatisfação e em 2014 mostrará aos que se acham donos do poder quem realmente manda.
 
Roberto Coelho em 17/03/2013 17:13:07
Delcídio, demonstrava-se ser diferente da maioria dos políticos. Nos ultimos tempos vem se mostrando como é realmente. Primeiro, votou em nada mais, nada menos que Renan Calheiros para a presidência do Senado. Agora anda de braços dados com André Pinochet Puccinelli. O meu voto ele já perdeu.
 
otacilio Lauders da Silva em 17/03/2013 16:58:39
Só no sonho mesmo, pessoal. Convenhamos né? Se fizerem isso mesmo, PT acaba com qualquer imagem que tenha no estado.
 
Paulo Miranda em 17/03/2013 16:10:20
Farinha do mesmo saco.
 
Marcela Silveira em 17/03/2013 14:19:46
Apoiarei qualquer candidato que dispute contra o candidato apoiado pelo André! Farei campanha contra e de graça; será minha resposta por todos esses anos de descaso e humilhação para com os servidores públicos de MS.
 
Cláudio de Tal em 17/03/2013 13:41:52
O povo tem que passar uma limpa mudar está corja que está ai,o povo tem o governo que merece não adiantar chorar,quer mudança de verdade coloca os militares pra acabar com está bagunça onde já se viu aterrorizar as pessoas queimando carros o problema está nos presídios que não e presídios e um lazer onde o bandidos ditam as regras cade nossos condenados no mensalão tão soltos se forem presos vão viver na mordomia este sistema que está ai já está falido, quando muda o prefeito o presidente ou o deputado ou vereador os outros o que entram com mais sede pior que tubarão,a decepção e clara nos olhos do povo, tem que voltar nas escolas OSPB pra que nossos filhos netos conheçam a verdade,virou um balcão de negócios tem que ser somente 2 Partidos hoje e tanto partido que não dá pra saber .
 
Helio Silva Brasil em 17/03/2013 13:18:08
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