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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

05/11/2014 14:09

Com críticas à gestão, vereadores cobram de Olarte respostas e mais diálogo

Ludyney Moura e Kleber Clajus
Vereadores afirmam que reajuste do IPTU e atraso em obras da saúde prejudicam imagem do Executivo (Foto: Alcides Neto)Vereadores afirmam que reajuste do IPTU e atraso em obras da saúde prejudicam imagem do Executivo (Foto: Alcides Neto)

A chegada da proposta do reajuste do IPTU na casa dos 18% à Câmara de Vereadores, expôs a difícil realidade enfrentada pelo atual chefe do Executivo Municipal, Gilmar Olarte (PP), que tem visto o legislativo votar diferente do que era esperado por ele.

Nesta quarta-feira (5), durante sessão comunitária na Vila Carlota, os vereadores negaram que estejam em crise com o prefeito, mas cobraram mais diálogo e respostas mais rápidas aos requerimentos encaminhados pela Casa.

Depois de deixar a vice-liderança do prefeito na Câmara, o vereador Chocolate (PP), afirmou que na função não tinha respaldo do Executivo para fornecer informações aos colegas. “A responsabilidade fica só para mim? Não consigo entender o prefeito conversar com a base e depois abrir um desgaste para a gente”, desabafou o progressista.

O reajuste do IPTU, que está em análise pelos parlamentares, também provocou uma reação da Câmara. “Não posso concordar com uma proposta indecente como o IPTU, que pode vir a afundar essa gestão. A população não está contente. Como vai pagar uma coisa se não vai receber nada?”, questiona Chiquinho Telles (PSD).

Chiquinho e o petista Ayrton Araújo também citaram as obras municipais que estão paradas. Segundo o social-democrata são 60 construções “emperradas” na Capital, sendo três UPA's (Unidades de Pronto Atendimento Médico). “A Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) não funciona, A Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e SAS (Secretaria de Assistência Social) estão capengas, só a Semed (Secretaria de Educação) vai bem”, pontuou Telles.

O petista argumenta que o dinheiro proveniente do Governo Federal para as obras já está disponível, é a contrapartida do município que ainda não foi definida. “Não tem crise, até porque existe um consenso de responsabilidade para definir o que vai acontecer. Mas, a Prefeitura não pode se salvar (no caso do IPTU) em cima da sociedade”, protestou Ayrton.

Apesar de negar que exista crise, o vereador Eduardo Romero (PTdoB) reconhece a mudança no comportamento do legislativo. “Há um desenho político de diálogo, onde não dá para ser simplesmente contra ou a favor, mas se posicionando diante de cada coisa. É um processo natural de democracia e responsabilidade”, disse Romero.

Para o peemedebista Vanderlei Cabeludo, Olarte precisa ampliar o diálogo com a Casa para conseguir a aprovação dos vereadores. “Não dá para mandar projetos a toque de caixa. É preciso ouvir mais. Tem que cumprir as coisas e montar um equipe que atenda os vereadores”, finalizou Cabeludo.



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