Com PCC e CV na mira dos EUA, vereadores pedem mais segurança na fronteira
Entra em vigor nesta sexta-feira classificação dessas facções como grupos terroristas

Uma comitiva de vereadores da Câmara Municipal de Ponta Porã, cidade a 313 quilômetros de Campo Grande, pediu ao governo do Estado o reforço da segurança na fronteira. O pedido foi apresentado ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira, na última quinta-feira (3).
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Vereadores de Ponta Porã pediram ao secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira, reforço policial na fronteira. O pedido inclui ampliação do efetivo das polícias Civil e Militar, investimentos em infraestrutura e equipamentos. A solicitação abrange também distritos e áreas rurais. A reunião ocorreu após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas, medida que pode impactar o combate ao crime na região.
Na última semana, os Estados Unidos decidiram classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (5).
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Durante a reunião, os parlamentares apontaram a necessidade do fortalecimento das estruturas das Polícias Civil e Militar, além da ampliação do efetivo das corporações que atuam em Ponta Porã e nos distritos.
No documento entregue ao secretário, os vereadores ressaltaram a importância de investimentos em infraestrutura, equipamentos e recursos humanos para garantir melhores condições de trabalho aos agentes de segurança e ampliar a capacidade de atendimento à comunidade.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Jelson Bernabé (Republicanos), afirmou que o aumento da segurança tem sido uma das principais reivindicações apresentadas pela população.
"Nossa cidade possui características específicas por estar localizada na faixa de fronteira, o que torna ainda mais importante o fortalecimento das forças de segurança. Precisamos garantir condições adequadas para que as corporações possam desempenhar seu trabalho com eficiência e proporcionar mais tranquilidade aos cidadãos", destacou o presidente.
Os parlamentares ainda enfatizaram que o pedido contempla não apenas a área urbana de Ponta Porã, mas também os distritos e comunidades rurais, que também necessitam de maior presença policial e ações preventivas de combate à criminalidade.
Terrorista - Em entrevista ao Campo Grande News no início da semana, o titular da Sejusp avaliou que a classificação dos EUA pode produzir efeitos concretos no combate ao crime organizado transnacional.
Para o secretário, um dos aspectos mais relevantes da eventual classificação promovida pelos Estados Unidos está nas ferramentas que podem ser disponibilizadas para localizar e prender criminosos que permanecem fora do alcance das autoridades brasileiras. "Se essas pessoas do Comando Vermelho e do PCC que estão radicadas, homiziadas nesses países, passarem a ser alvos e forem capturadas, você enfraquece a organização criminosa", afirma.
Na fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, PCC e CV disputam as rotas de transporte por onde passam cerca de 40% da cocaína que entra no Brasil.
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