ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
FEVEREIRO, SÁBADO  24    CAMPO GRANDE 32º

Política

Com saída de Simone, Odilon vê dificuldade em aliança com o MDB

Candidato do PDT ao governo avalia ter chances de atrair eleitores que não aceitariam substituição de candidata por Sérgio Harfouche

Humberto Marques e Anahi Gurgel | 13/08/2018 16:21
Odilon aponta que PDT e MDB têm ideologias diferentes e, por isso, considera aliança "difícil". (Foto: Paulo Francis)
Odilon aponta que PDT e MDB têm ideologias diferentes e, por isso, considera aliança "difícil". (Foto: Paulo Francis)

O candidato a governador Odilon de Oliveira (PDT) considerou “difícil” a possibilidade de contar com o MDB em seu palanque nas eleições deste ano. A aliança foi cogitada depois que a senadora emedebista Simone Tebet informou na noite de domingo (12) que desistiu da candidatura ao governo estadual. Por outro lado, Odilon admitiu interesse no eleitorado da ex-adversária e, como a assessoria pedetista já havia anunciado, em partidos que integram o arco de alianças do MDB.

Simone alegou questões pessoais para deixar o projeto político, o qual também afirmou ter assumido devido a “emoção” do momento –ela foi indicada para o posto pelo ex-governador André Puccinelli, que era tido como candidato do partido ao Executivo até o fim de julho, quando foi preso nas apurações da Operação Papiros de Lama e não conseguiu liminarmente um habeas corpus.

A senadora indicou o vice, o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC), como seu substituto –algo que está em avaliação no próprio MDB e entre partidos aliados.

Para Odilon, a saída de Simone da corrida eleitoral, “muda completamente o cenário da política de Mato Grosso do Sul para este pleito de 2018, mas não muda em nada a estratégia do PDT. Ao contrário: a coligação pode ser fortalecida, pois muitos eleitores que votariam na Simone não votarão no Harfouche e isso pode impulsionar a aproximação deles com o PDT”.

Questionado, porém, se essa aproximação poderia envolver o próprio partido de Simone, Odilon foi menos otimista. “Temos ideologias completamente diferentes, MDB e PDT. Não nego (a possibilidade de aliança), mas acho difícil coligar. É mais fácil com o eleitor”, brincou.

A saída de Simone da disputa levou o PDT a adiar o ato, previsto para a sede dos cartórios eleitorais da Capital, no qual Odilon oficializaria o registro de sua candidatura –já encaminhado eletronicamente ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), indicando, inclusive, o patrimônio declarado de R$ 1,59 milhão do pedetista.

Em vez disso, ele optou por uma “assinatura simbólica” no seu escritório de campanha, na rua Barão de Melgaço, Centro da Capital. Antes, estava prevista a realização do registro na quarta-feira (15). Até lá, o PDT espera atrair partidos que haviam aceitado a aliança em torno do nome de Simone e estariam descontentes com a nova mudança na candidatura.

Nos siga no Google Notícias