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Política

Conselheiro Waldir Neves e mineradora do irmão são alvos da Polícia Federal

Investigação começou com telefonemas interceptados na Lama Asfáltica

Por Aline dos Santos | 08/06/2021 09:48
Equipe da PF em frente a escritório de Vanildo Neves, irmão de conselheiro do TCE. (Foto: Henrique Kawaminami)
Equipe da PF em frente a escritório de Vanildo Neves, irmão de conselheiro do TCE. (Foto: Henrique Kawaminami)

Conselheiro do TCE/MS (Tribunal de Contas) e ex-deputado federal, Waldir Neves é um dos alvos da operação Mineração de Ouro, deflagrada nesta terça-feira (dia 8) pela PF (Polícia Federal). A reportagem apurou que policiais foram à residência e gabinete do TCE.

Outro ponto de parada no roteiro da operação foi escritório na Rua Manoel Inácio de Souza, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. O local tem placas da Mineradora Betione, escritório de advocacia Neves e Barbosa e escritório de corretor de imóveis de Vanildo Neves, irmão de Waldir Neves. Vanildo, que foi vice-prefeito de Aquidauana, também é um dos sócios administradores da mineradora. A reportagem tentou contato por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

As investigações tiveram início a partir de  telefonemas interceptados durante a operação Lama Asfáltica, que foram encaminhados ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Conselheiro do TCE tem prerrogativa de foro. A operação saiu ás ruas hoje porque o STJ autorizou. Waldir Neves foi empossado conselheiro em15 de julho de 2009 e presidiu o Tribunal de Contas entre 2015 e 2018.

A Polícia Federal também foi ao Edifício Dorsay, na Rua Antônio Maria Coelho. O Campo Grande News apurou que vivem no prédio o conselheiro Ronaldo Chadid e o irmão do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, que foi secretário de Governo na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB).

Equipes da força-tarefa da operação Mineração de Ouro em frente ao TCE. (Foto: Divulgação/PF)
Equipes da força-tarefa da operação Mineração de Ouro em frente ao TCE. (Foto: Divulgação/PF)

O esquema investigado envolve servidores públicos do Estado e grupo de empresários em fraudes relacionadas a procedimentos licitatórios, obras superfaturadas e desvio dinheiro público.  A operação apurar favorecimento de terceiros por servidores públicos, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e contratação de funcionários “fantasmas”.

Ao todo, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia e Brasília. Com 102 policiais, a ação é em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União) e  Receita Federal.

O nome da operação faz alusão à forma adotada para a lavagem de dinheiro, por meio de transações de compra e venda de direitos minerários entre os investigados.

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