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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

10/07/2015 12:59

CPI das Contas deve convocar titular da Seintrha para explicar contratos

Antonio Marques
Secretário da Seintrha, Valtemir de Brito deve ser convocado pela CPI das Contas para explicar contratos com as empresas investigadas na operação Lama Asfáltica (Foto: Arquivo)Secretário da Seintrha, Valtemir de Brito deve ser convocado pela CPI das Contas para explicar contratos com as empresas investigadas na operação "Lama Asfáltica" (Foto: Arquivo)

A CPI das Contas Públicas poderá convocar o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Valtemir de Brito, para dar explicações sobre os contratos da prefeitura com as empresas investigadas na operação “Lama Asfáltica”, que somam R$ 30,7 milhões, além do contrato da coleta de lixo, que prevê faturamento de R$ 1,3 bilhão em 25 anos de concessão. Essa é a intenção do presidente da Comissão, vereador Eduardo Romero (PtdoB).

Conforme o cronograma de oitivas divulgado pela CPI na semana passada não havia previsão de convocação do responsável pela Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), mas hoje, durante audiência pública para debater o projeto Reviva Centro, na Câmara Municipal, Eduardo Romero admitiu a possibilidade de convocar Valtemir de Brito, que deve ser proposto nas próximas reuniões de trabalho da Comissão.

No próximo dia 13 estava previsto o depoimento do titular da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), mas com a mudança do secretário, a oitiva com o novo titular João Gomes de Oliveira foi adiada para o dia 5 de agosto Valdir. O próximo a depor será a diretora-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito, Elizabeth Felix, no dia 15 de julho, a partir das 14 horas.

A prefeitura de Campo Grande informou à promotoria que cuida do caso que Proteco Engenharia atualmente detém três licitações para obras ainda em andamento na cidade cujos valores somam R$ 14.864.231,30. E a LD Construções Ltda, que também foi alvo da operação Lama Asfáltica e pertence ao genro de João Amorim, detém outras cinco obras na Capital com valores que chegam a R$ 15.859.603,65, segundo os arquivos do processo.

O montante não inclui o contrato da coleta de lixo feita pela empresa Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda, que prevê faturamento de R$ 1,3 bilhão em 25 anos. O ex-prefeito Alcides Bernal (PP) chegou a pedir a anulação desse contrato na Justiça e o Ministério Público Estadual investiga a prefeitura e a empresa por descumprimento de cláusulas contratuais.

O vereador Alex do PT também manifestou interesse em pedir a suspensão de todos os contratos das empresas investigadas na operação da Polícia Federal e na anulação do contrato de concessão da coleta de lixo. “Vamos reunir os vereadores da oposição ainda hoje e propor uma ação conjunta no Ministério Público para suspender todos os contratos e pedir a anulação da concessão com a Solurb”, declarou o parlamentar na manhã de hoje, no intervalo da audiência pública na Câmara Municipal.



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