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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

14/07/2009 12:33

Crise faz Governo gastar mais com dívida do que com obra

Redação

A crise econômica mundial reduziu o ritmo de obras do Governo Estadual, que vem desembolsando mais recursos para o pagamento de dívidas do que com investimentos, conforme o relatório de gestão fiscal do 1º quadrimestre deste ano. Apesar de estar as vésperas do ano eleitoral, quando tentará a reeleição, o governador André Puccinelli (PMDB), tem dificuldades para lançar o pacote de obras, que estava previsto para o início deste ano.

O primeiro reflexo da crise econômica foi a redução no ritmo de crescimento. De acordo com o presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado estadual Antônio Carlos Arroyo (PR), o crescimento da receita neste ano foi de 6,97%, de R$ 1,286 milhão, no período de janeiro a abril do ano passado, para R$ 1,409 no mesmo período deste ano.

O parlamentar explicou que é a primeira vez nos últimos 10 anos, que a receita sul-mato-grossense cresce a um dígito. Nos anos anteriores, o crescimento oscilou entre 15% e 17% ao ano. Em abril deste ano, por exemplo, a arrecadação, incluindo-se a do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), teve queda de 8%, de R$ 576 milhões para R$ 549 milhões.

Investimentos - Ao manter a política de austeridade fiscal, o governador reduziu o ritmo de investimentos. O valor investido no primeiro quadrimestre deste ano foi de R$ 86,9 milhões, aumento de 42% em relação aos R$ 61 milhões do ano anterior. No entanto, o crescimento dos recursos destinados para obras em 2008 foi 237% superior ao registrado no primeiro ano de Governo.

Com isto, o Governo passou a gastar mais com o pagamento da dívida, que consumiu R$ 206 milhões nos primeiros quatro meses do ano, contra R$ 177,6 milhões no ano passado.

O pagamento de juros e encargos da dívida é quase três vezes superior aos recursos destinados para investimentos. Puccinelli promete a virada com o lançamento de um pacote de obras para este ano, que pode oscilar entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões. No entanto, não existe uma data para o lançamento do pacote.

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