Democratas do Estado repudiam possível fusão com o PMDB

Diante da possível fusão com o PMDB, especulada nacionalmente, parlamentares do DEM no Estado repudiaram a hipótese nesta terça-feira.
“Péssimo”, definiu o vereador Airton Saraiva, presidente do partido em Campo Grande, admitindo, no entanto, que o rumor existe.
Os partidos se uniriam baseado nos resultados do DEM nas eleições deste ano. O assunto foi divulgado em matéria publicada pelo jornal Estado de São Paulo.
Em 2012 a legenda terá 42% menos candidatos a prefeito que em 2008. Se vencer em capitais como Salvador e Aracaju, e tiver bom desempenho em grandes cidades como Mossoró (RN), Vila Velha (ES), Feira de Santana (BA) e Caruaru (PE), “estará salvo”, caso contrário, a fusão ocorreria com o PMDB e não com o PSDB.
Saraiva não acredita que a possível fusão resultaria num novo partido, mas no fortalecimento do PMDB. “Lamento até hoje da extinção do PSL”, comentou, admitindo que a criação do PSD enfraqueceu o DEM.
Para o vereador, o fim da sigla prejudica lideranças partidárias como ele, que tem a direção municipal do DEM. Além disso, enfatiza que, em caso de fusão, não é obrigado a ficar no partido. “Acho muito difícil ficar num lugar em que serei mais um”.
O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) acredita ser muito cedo para discutir os rumos da legenda, mas considera lamentável a hipótese. “Estou muito feliz no DEM”.
Por outro lado, Mandetta avalia o quadro partidário no País como “inchado”. “São mais de 40 partidos e para o eleitor isso é péssimo”, comentou. “Especulações sobre fusão surgem a todo momento e com vários partidos”, prossegue.
Caso a união ocorra, o deputado avisa que não se filiaria num partido que faça parte da base do governo Dilma Rousseff.
Já integrantes do PMDB em Campo Grande enxergam com bons olhos a possibilidade. O presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Siufi (PMDB), resumiu: “tudo o que for bom é bem vindo”.
Na opinião de Vanderlei Cabeludo (PMDB), o DEM sempre foi partido parceiro e a união seria positiva para “somar forças”.