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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

05/06/2017 12:37

Depois de confusão em assembleia, professores rejeitam “Lei Harfouche”

Embora sindicato tenha 5 mil filiados, apenas 40 participaram de reunião

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Assembleia na ACP. De 5 mil filiados, apenas 40 compareceram. (Foto: Leonardo Rocha).Assembleia na ACP. De 5 mil filiados, apenas 40 compareceram. (Foto: Leonardo Rocha).

Em assembleia na ACP (Sindicato dos Profissionais de Educação Pública em Campo Grande), nesta segunda-feira (5), os professores municipais e estaduais se posicionaram contrários à “Lei Harfouche”, projeto que prevê penalidades nas escolas estaduais aos alunos em casos de vandalismo e indisciplina.

Quase no fim da reunião, uma confusão ocorreu entre o procurador de Justiça, Sérgio Harfouche, quem sugeriu o projeto.

Ele quis se pronunciar, mas foi impedido sob a justificativa de que somente profissionais da educação se manifestam em assembleias como a de hoje.

Embora o sindicato tenha 5 mil filiados, só comparecem 40 professores. Deste total, a maioria se posicionou contrário ao projeto, alegando inconstitucionalidade e defendendo que cabe ao Judiciário punir, não a escola.

“A lei é um absurdo porque desrespeita o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, disse a professora Iara Gutierrez. Para ela, escola é para educar e não punir. “Caso acontecesse com algum sobrinho meu eu processaria tanto escola como direção”.

O projeto diferencia as classes socais, já que é exclusivo para escola pública, afirmou o professor Edvaldo Bispo Cardoso. “Ao invés de propor punições deveriam diminuir a lotação nas salas e dar ao Judiciário o poder de punir e não jogar no colo dos professores”.

Já Antônio Bento Pereira defende a execução do projeto nas instituições de ensino, pois, segundo o professor, precisou se afastar das salas de aula por causa da “indisciplina e violência”. “A lei tem vários fatores positivos e se não mudar a escola continuará doente”.

Quem também participou da reunião foi o deputado estadual Pedro Kemp (PT), um dos principais defensores da derrubada do projeto na Assembleia Legislativa.

Para ele, a lei tem pontos inconstitucionais e existem outras formas de combater a violência na escola, como a Justiça Restaurativa, projeto em vigor. “Desta forma como está diretores podem ser responsabilizados no futuro em caso de exagero”.

A votação, que foi visual com os professores levantando a mão para sinalizar o posicionamento, terminou com a maioria contra o projeto. Em contrapartida, vão buscar a Assembleia e a Secretaria de Educação do Estado para discutir alternativas à proposta.

Desentendimento – Sérgio Harfouche pediu para usar a palavra em dois momentos da assembleia. No primeiro, o presidente da ACP, Lucílio Nobre, explicou que, por se tratar de uma reunião deliberativa dos professores, não era permitida manifestação, somente dos filiados.

Próximo do fim da assembleia, momento em que as críticas à proposta se intensificaram, o procurador se levantou novamente e foi em direção ao palco, pedindo, mais uma vez, para se pronunciar.

A plateia vaiou e reafirmou que ele não poderia se manifestar. Sem conseguir falar, Harfouche deixou a reunião.

Antes disso, o procurador disse que o sindicato estava fazendo um "ato político" e que os poucos professores no plenário não representam todos os filiados. 

Veja no vídeo abaixo momento em que procurador tenta uso da palavra:



Que vergonha, hein ACP? Reunião nitidamente tendenciosa! 40 pessoas não podem de forma alguma representar a maioria dos 5.000! Apoio a Lei, assim como a grande maioria de pais e professores! Ficar passando a mão na cabeça do aluno quando o mesmo faz algo errado não resolve nada! Limpar o que sujou, arrumar o que estragou é mais que obrigação e deveria ser algo "automático", porém, temos que ter uma lei para que seja feito aquilo que deveria acontecer naturalmente. Procurador Harfouche tem todo meu apoio!
 
Pedro Accorsi em 05/06/2017 19:01:27
Que saudade do Professor Geraldo. Quantos professores tinham nessa "assembleia"? A maioria rejeitou......COMO ASSIM???? TINHA MEIA DUZIA LÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Que vexame para a ACP.
 
Renato Tolentino Alves Tolentino em 05/06/2017 16:03:57
Isso mesmo professores!!!!! sejam contra, depois não vem reclamar que os alunos estão acabando com a escola, affff....
 
Tania Gomes Lemes em 05/06/2017 15:08:40
O quê? Que ridículo! Professores rejeitam? Só se forem os professores com alguma ligação política com o deputado Pedro Kemp ou seu grupo e que querem transformar algo que nos ampara em politicagem, esses não estão nem aí para a sala de aula, se é que estão em sala... Gente aproveitadora e hipócrita! Matéria igualmente tendenciosa!
 
Juliane Rondon em 05/06/2017 15:01:20
Sabemos queo Proceve tem ajudado a tantos pais e seus filhos, como os professores estao contra ???
 
Patricia Stefanello em 05/06/2017 14:32:46
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