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Campo Grande, Sábado, 20 de Janeiro de 2018

13/04/2011 15:18

Deputado afirma que inércia da direção colabora para insegurança na UFMS

Jorge Almoas

O estupro da estudante de Química dentro do campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) no começo da semana virou tema de discussão no plenário da Câmara dos Deputados. O deputado federal Geraldo Resende (PMDB) afirmou que a insegurança e violência são facilitadas pela inércia da reitoria.

“Para surpresa nossa, a direção da Universidade voltou a negar a falta de segurança, apontando relatórios do sistema de vigilância da UFMS em que, segundo a reitora Célia Maria da Silva Oliveira, comprovariam uma ‘suposta tranquilidade’, sem registro de casos de violência”, disse o deputado.

Para o deputado, o caso do estupro em Campo Grande traz à tona a falta de segurança no campus da Capital e também no interior do Estado. A falta de iniciativa da direção da UFMS também se reflete, na opinião de Geraldo, nas ocorrências de furtos, roubos, assaltos e na precariedade das instalações por falta de manutenção.

“É lamentável que somente depois de um crime a direção da Universidade diz que pode reforçar a segurança”, declarou o peemedebista.

A Reitoria da UFMS explicou que as medidas para reforçar a segurança no campus devem durar dois meses. No entanto, o deputado federal disse na tribuna que a situação é resultado de medidas postergadas em anos anteriores.

“É de se indignar diante da surrada desculpa da Reitoria, que diz não ter conseguido reforçar a segurança por causa da burocracia na contratação de mais guardas e entraves para licitação de equipamentos. Não dá para aceitar esse tipo de alegação, como se as providências tenham que ser tomadas depois que o problema ocorre”, reforçou Geraldo.

Para uma comunidade acadêmica do tamanho da UFMS, de 12 mil alunos, professores e servidores, seriam necessários pelo menos 80 agentes de segurança. Hoje, apenas 30 funcionários atuam na segurança. A maior parte dos funcionários para este fim é terceirizada.



Tem leitor comentarista aqui que deve ser do Conselho Universitário.
Tá certo que o tal politico é caso perdido. Mas a ufms deu motivo, agora os papa-midia vão vir aos montões.
Pergunto a ele se algum desses foram visitar a moça e verificaram se podem ajudar. In loco. Nada de mandar ASPONES.
Foram?
 
Orlando Lero em 14/04/2011 10:44:34
Bem colocado Guilherme Mello... pouca gente sabe disso aí...
NÃO SÃO SEGURANÇAS! SÃO AGENTES PATRIMÔNIAIS.
Sou acadêmicos lá e sei, os seguranças são trabalhadores honestos como todos os outros campograndenses, mas são agentes patrimoniais.
Sou do quinto ano do curso de engenharia e sei de muitas ocorrências que já se passaram.
A reitora deveria pegar um caderninho, a bolsa e deveria dar uma volta em torno e por dentro da UFMS sozinha por umas duas semanas. Aí ela veria se a segurança está adequada ou não.

Pessoal.. à noite, a UFMS é terra de ninguém... TUDO é escuro. Até bem pouco tempo atrás, até o corredor central era, agora está bem iluminado (e é a área de maior movimento sempre).

Pobre menina.. eu não quero isso, mas temo que ela não será a única... logo logo tudo voltará ao "normal" na UFMS e ficaremos por nós mesmos novamente.
 
Adriano F. Lópis em 14/04/2011 07:34:12
É até compreensível os comentários ácidos de jovens alunos e de pessoas da comunidade, que parecem nada conhecer da administração pública e das burocracias para contratações e licitações. Lamentável mesmo são os comentários do deputado Geraldo Resende que parece viver em outro mundo, desconhecendo a realidade da segurança em nível municipal, estadual e federal, querendo passar toda a responsabilidade para a reitora Célia Maria Oliveira. Acredito que a segurança também é responsabilidade dos deputados, ou não???? A UFMS não é uma instituição isolada do mundo. Que tal ser solidário, e procurar um meio de ajudar, principalmente por ser um representante do povo sul-mato-grossense que é altamente beneficiado pela UFMS nas diversas áreas do conhecimento.
 
Nathan Corrêa em 13/04/2011 11:04:51
Essa Reitora é uma grande incompetente, já deveria ter deixado o cargo há muito tempo, ou melhor, não deveria ter assumido.
 
jose alfredo de melo em 13/04/2011 06:42:00
Essa reitora tá mais por fora que - como diriam os antigos, mais por fora que umbigo de vedete.
Deveria o Conselho Universitário dar um basta nessa hipocrisia. Mas acredito que como todos os Conselhos e "agregados" de cunho consultivo, todos devem estar pouco se lixando para fazerem oposição.
Ai, junta-se a hipocrisia de quem gere, de quem deveria sugerir e fiscalizar para o caos estar em ordem.
Fora reitora, fora incompetentes e fora os des-motivados
 
Orlando Lero em 13/04/2011 04:31:18
Falta acrescentar que esta segurança é patrimonial, eles não estão ali para defender o ser humano, além de não portarem armas de fogo de nada podem fazer para reprimir criminosos, a não ser ligar para a polícia que leva mais de 20 minutos para chegar a universidade o que é uma vergonha também, pois nos EUA a polícia após o chamado chega em menos de 5 minutos.
Creio que falta remuneração adequada para policiais e seguranças para que as medidas de segurança valessem a pena.
Segurança mal pago é igual a proteção mal paga, investe-se dez reais em um biombo, quando poderia se investir 200 reais em uma parede, é isso, a UFMS destina 10% dos recursos para a segurança e onde está essa aplicação, nós estudantes temos direito a segurança, e não apenas o caso de estupro que chocou, mas estamos sempre a vista de roubos e assaltos dentro dos limites da universidade.
A segurança imposta dentro da universidade federal é uma vergonha e a atitude tomada pela reitoria de 2 meses para tomar alguma atitude até lá quantas pessoas serão estupradas, mortas ou assaltadas?
Indignação é pouco e é bom vermos nossos eleitos correrem atrás dos nossos direitos.
 
Guilherme Mello em 13/04/2011 03:45:34
O grande problema quando se fala em segurança em órgãos públicos é a falta de interesse dos administradores envolvidos direta ou indiretamente no assunto. Acham que colocar meia dúzia de seguranças andando aleatoriamente vai inibir ações criminosas de qualquer natureza. Qualquer administrador público acha que, investir em segurança é jogar dinheiro fora mas, quando algo acontece, não conseguem responder à simples perguntas da imprensa, como foi o caso da reitora Célia Maria. Aproveitem também e passem durante a noite no estacionamento em frente ao MORENÃO, que também é área federal de responsabilidade da UFMS. É um verdadeiro MOTEL e ponto de consumo de entorpecente, e ninguém faz nada!
 
adalberto rebelo em 13/04/2011 03:39:13
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