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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

06/04/2009 15:30

Deputados de MS gastam 277 mil em gabinetes

Redação

Em apenas 3 meses, os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul gastaram, juntos, R$ 277.594,63 em verbas indenizatórias. Cada parlamentar tem direito a R$ 15 mil por mês.

A partir deste mês, tanto Câmara quanto Senado decidiram expor os valores destinados ao ressarcimento de despesas com manutenção de escritórios, aluguel, transporte e gastos relacionados ao exercício do mandato.

O deputado Vander Loubet (PT) é o campeão de uso das verbas indenizatórias nos três primeiros meses de 2009.

Ele "torrou" R$ 48.913,66 com locação de móveis, TV a cabo, combustível, aluguel de escritório, Correios e internet, entre outras despesas.

O segundo lugar é do deputado Geraldo Resende (PMDB). Somando seus gastos de janeiro, fevereiro e março de 2009, o gasto é de R$ 44.854,91.

Somente em janeiro, o parlamentar gastou R$ 3.900 com a rubrica "divulgação da atividade parlamentar".

Na seqüência, aparece o deputado Antônio Cruz, presidente regional do PP. Nos três primeiros meses do ano, o parlamentar gastou R$43.224,40 com hospedagem, alimentação, acesso à internet, TV a cabo e locação de software, entre outras despesas.

Já o tucano Waldir Neves apresentou gastos de R$ 36.841,32 no primeiro trimestre do ano. Só em fevereiro, o parlamentar utilizou R$ 13.715,18 em locomoção, hospedagem e alimentação.

O deputado Nelson Trad (PMDB) apresentou notas fiscais de R$ 33.776,71 em gastos. Deste total, mais de R$ 12 mil foram utilizados em combustível.

Presidente regional do PMDB, o deputado Waldemir Moka gastou R$ 32.103,60 de verba indenizatória neste primeiro trimestre.

No mês de fevereiro, por exemplo, o parlamentar utilizou R$ 2.415,00 somente com a rubrica "consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos".

Em penúltimo lugar, figura o deputado pedetista Dagoberto Nogueira, que utilizou R$ 24.629,17 da verba indenizatória a que tem direito.

Com a rubrica "locomoção, hospedagem e alimentação", o gasto foi de aproximadamente R$ 20 mil juntando os meses de janeiro e fevereiro.

O parlamentar que menos gastou com verba indenizatória no primeiro trimestre foi Antônio Carlos Biffi (PT).

Juntando os três primeiros meses do ano, o gasto do deputado foi de R$ 17.328,86.

A exemplo da maioria, seu principal gasto é com combustíveis. Só em fevereiro, foram R$ 4.468,29 com a rubrica.

O deputado federal Silvinho Peccioli (DEM_SP) apresentou Projeto de Resolução na tentativa de extinguir não só o benefício da verba indenizatória, mas do auxílio-moradia.

Ele justifica que este tipo de verba só mancha a reputação da Casa. "Todos sabemos o tamanho do desgaste que o

pagamento desses recursos, assim como o reajustamento periódico dos

respectivos valores, tem causado à imagem da Casa", observa.

Entretanto, não há previsão para análise da proposta.

O tema ganhou relevância na Câmara depois que surgiu a suspeita de que o deputado Edmar Moreira (MG), que renunciou à segunda vice-presidência da Câmara, teria repassado recursos da verba indenizatória às suas próprias empresas de segurança particular.

O deputado, que foi desfiliado do DEM, também é acusado de fraudar a Previdência e de não declarar à Justiça Eleitoral a posse de um castelo no interior de Minas Gerais, o que é negado pelo parlamentar.

O primeiro-secretário da Câmara admitiu que as denúncias contra Moreira podem ter originado a pressão pela maior transparência dos gastos dos deputados.

"Isso pode ter originado maior atenção da mídia em relação a esse tema, e por isso assumimos o compromisso de resgatar a imagem da Casa. A Câmara começa a assumir esse compromisso de transparência", disse Rafael Guerra (PSDB-MG).

Ainda de acordo com o 1º secretário da Câmara, será feito um estudo financeiro sobre o impacto de uma eventual incorporação da verba indenizatória ao salário dos deputados.

Para o deputado, uma eventual incorporação só vai ser aprovada se representar redução de gastos. Ele alertou, ainda, sobre a necessidade de avaliar o efeito cascata que essa mudança poderia gerar nas assembléias legislativas.

Polêmicas e escândalos

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