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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

17/04/2016 12:07

Deputados e servidores se revezam na Câmara há mais de 50 horas

Mariana Jungmann, da Agência Brasil

O fim tardio da sessão de ontem (16) na Câmara dos Deputados – que acabou por volta das 4h de hoje (17) – não tirou o fôlego dos deputados, jornalistas, parlamentares e assessores credenciados para trabalhar nas sessões que analisam a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Antes das 10h, o Salão Verde da Casa já estava movimentado. Embora a próxima sessão esteja marcada apenas para começar às 14h, um grupo de deputados da oposição chegou cedo cantando e comemorando previamente uma possível saída da presidenta Dilma.

As atividades já duram cerca de 50 horas, com pequenas interrupções entre o fim das madrugadas e começos de manhãs de ontem e hoje. Para dar conta do ritmo de trabalho, as lideranças partidárias têm organizado cafés da manhã e turnos para os funcionários. Porém, alguns grupos de servidores têm trabalhado direto acompanhando as sessões do início, pela manhã, até o fim, de madrugada.

“Os funcionários trabalham sem horas-extras, apenas por amor à causa e ao partido”, disse o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR). Ao todo, cerca de 20 funcionários estão à disposição do partido. “Estamos com turno de 6 em 6 horas, tanto na liderança, quanto no plenário”.

No PT, o líder Afonso Florence (BA) também tomou café da manhã com os vice-líderes da bancada antes de iniciarem uma reunião, a portas fechadas, para um balanço das negociações e análise das estratégias para tentar barrar a aprovação da admissibilidade do impeachment. Todos os funcionários do gabinete da liderança foram convocados para auxiliar os deputados petistas.

Um farto café da manhã também deu início aos trabalhos na liderança do DEM. Animados, os deputados amanheceram na Câmara, mesmo tendo se alternado ao longo de toda a madrugada para acompanhar a última sessão de discussões.

Segundo o vice-líder da bancada democrata, deputado Mendonça Filho (PE), o partido não ficou nenhum minuto sem representantes na Casa. “Fizemos café da manhã e rodízio de deputados e funcionários. Estamos em plantão direto. Mais tarde também vou comer qualquer coisa por aqui e ficar direto [até o horário da votação]”.

Também na liderança Democrata, os funcionários, como os especialistas em regimento interno, técnicos jurídicos, chefia de gabinete e assessoria de imprensa, estão trabalhando direto, sem troca de turno. Esses só vão embora para casa dormir quando as sessões acabam. O padrão tem sido seguido na maioria dos partidos.

Para garantir a alimentação a todos, as lanchonetes e restaurantes da Câmara funcionam em um regime especial. O cafezinho do Salão Verde, que normalmente serve apenas água, café e chá, foi adaptado para se transformar em uma lanchonete, vendendo salgados e bebidas enlatadas. A unidade abrirá hoje a partir de 13h30.

A lanchonete do Anexo III da Câmara estará aberta a partir das 14h e o restaurante do Anexo IV entre as 11h e as 22h com pratos para o almoço. No edifício principal, será possível comer nos restaurantes do Senac – um dentro do plenário e outro fora – enquanto durar a sessão, que está marcada para começar hoje às 14h.



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