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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

23/05/2014 15:47

Deputados têm semana de "bate boca" em torno da sucessão estadual

Josemil Arruda
Cabo Almi e Marquinhos: Acordo de paz após intensos debates (Foto: Giuliano Lopes)Cabo Almi e Marquinhos: Acordo de paz após intensos debates (Foto: Giuliano Lopes)

Esta semana, na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais dedicaram boa parte do tempo disponível das sessões para intensos “bate-bocas” em torno da sucessão eleitoral do governo do Estado, com troca de críticas entre parlamentares que apoiam o pré-candidato a governador do PMDB, ex-prefeito Nelsinho Trad, e o representante do PT, senador Delcídio do Amaral. Apesar de terem aprovado 24 projetos de lei, sendo 16 só na quarta-feira, os debates foram duros e até um “acordo de paz” chegou a ser celebrado em plenário.

Tudo começou por causa da invasão da Prefeitura de Campo Grande, liderada por Alcides Bernal (PP), de posse de uma liminar que considerou ser autoexecutável, sem precisar haver notificações do prefeito Gilmar Olarte (PP) e do presidente da Câmara, vereador Mario Cesar (PMDB). O fato aconteceu na quinta-feira (15) da semana passada, mas percutiu na Assembleia na sessão da última terça-feira (20).

O primeiro a subir à tribuna da Assembleia para se manifestar sobre a invasão foi o deputado Carlos Marun (PMDB), sendo sequenciado pelos colegas Marquinhos Trad (PMDB), Cabo Almi (PT) e Amarildo Cruz (PT), com muitas apartes de outros parlamentares. Os peemedebistas criticaram a maneira como Bernal se comportou, pois sendo advogado sabe que não foi legítimo e legal ter entrado na prefeitura sem notificação anterior de Gilmar Olarte e do presidente da Câmara. Já os petistas, especialmente Amarildo, alegaram que Bernal estava lutando por seus direitos, visto que teria sido vítima de um golpe político.

Na quinta-feira (22) o debate voltou a esquentar, a começar pela comparação entre governos do PMDB e do PT no quesito construções de casas populares. Cabo Almi destacou que no governo de Zeca do PT foram construídas 20 mil populares durante oito anos. Carlos Marum, ex-secretário de Habitação da gestão de André Puccinelli (PMDB), não se conteve na resposta: “Vocês trabalham pouco. Nós já fizemos quase 70 mil”.

Depois dessa discussão numérica, os deputados passaram a comentar a decisão do pré-candidato a governador Nelsinho Trad ter decidido apoiar o presidenciável Eduardo Campos (PSB), apesar de seu PMDB continuar apoiando a reeleição de Dilma Roussef (PT) no plano nacional. Amarildo Cruz lamentou o que chamou de “ingratidão” de Nelsinho e o acusou de “infidelidade partidária”.

Irmão de Nelsinho, o deputado Marquinhos Trad que nesse momento estava em seu gabinete desceu correndo para o plenário, passou pelos jornalistas e já pediu a palavra ao presidente da Mesa Diretora. Já na tribuna, Marquinhos disse que Nelsinho já fez sua parte apoiando Dilma quando era prefeito de Campo Grande. “Agora tem direito de escolher outro caminho”, afirmou.

Além disso, para os peemedebistas, a crítica dos petistas é injusta, pois Delcídio do Amaral também já teria afirmado, em entrevista radiofônica, que sua candidatura ao governo do Estado é “descolada” da de Dilma. Ao argumento do PT de que o lado “bom” do PMDB apoia Dilma, Marquinhos Trad contrapôs: “Vocês ficam falando que o vice da Dilma, o Michel Temer, é do PMDB bom, mas esse é esse lado que tem Sarney, Calheiros”.

Acordo pela paz – No próprio plenário, em razão dos argumentos terem partido para o campo pessoal, Marquinhos Trad propôs um acordo de paz nos debates em torno das eleições, que se aproximam e geram agudização dos conflitos. “Vamos evitar citar nomes. Temos de discutir propostas para o Estado”, afirmou Marquinhos.

Obteve a concordância do deputado Cabo Almi, que pouco antes já tinha apaziguado o “bate-boca”, ao defender que o PMDB também é importante para o governo do PT, tendo o vice-presidente, o líder do governo e vários outros cargos federais relevantes. “Vamos comparar o que PT e PMDB fizeram”, referendou.

Presidente estadual do PSDB, o deputado Márcio Monteiro se aproveitou da situação e fez a seguinte proposta: “Já que vai comparar, porque não deixar o PSDB governar o Estado, porque ainda não teve essa chance”.

Projetos aprovados – Nesta semana os deputados estaduais aprovaram 24 projetos. Na última sessão da semana, ontem, eles deram aval a seis proposições, com destaque para a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 01/14, de autoria do deputado estadual Felipe Orro (PDT), que implanta o horário integral ao ensino fundamental em Mato Grosso do Sul. De acordo com a proposta, a implantação será feita progressivamente.

A maior parte dos projetos, 16 deles, foram aprovadas na Ordem do Dia da sessão ordinária de quarta-feira. O mais relevante foi o Projeto de Lei 133/13, do deputado Pedro Kemp (PT), que dispõe sobre o acesso dos pacientes aos prontuários médicos. Se virar lei, as instituições de atendimento à saúde, públicas ou privadas, deverão quando solicitado pelo paciente ou representante devidamente constituído, garantir o acesso ao prontuário médico, sendo seu direito obter cópias dos documentos.

No começo da semana legislativa, terça-feira, a Assembleia aprovou dois projetos. Destaque para o Projeto de Lei 183/13, em segunda votação, que institui o mês "Outubro Rosa", dedicado a ações preventivas à integridade da saúde da mulher no Estado de Mato Grosso do Sul.

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