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Política

Diretora da previdência aponta rombo de R$ 6 bilhões caso não haja reforma

Camila de Oliveira também admite peso sobre os servidores, mas garante abrandamento da prefeitura

Por Nyelder Rodrigues | 08/06/2021 20:50
Audiência pública foi a primeira a ser realizada para discutir a previdência municipal e sua reforma (Foto: Ascom/CMCG)
Audiência pública foi a primeira a ser realizada para discutir a previdência municipal e sua reforma (Foto: Ascom/CMCG)

A previdência municipal pode criar um rombo de R$ 6 bilhões nos cofres da prefeitura de Campo Grande. Mas a conta deve demorar e vir nos próximos 70 anos caso a reforma previdenciária que está em pauta para análise dos vereadores não seja aprovada. O número foi revelado durante audiência público na Câmara da Capital, nesta terça-feira (8).

Camila foi uma das convidadas a participar do evento, que deve ser um dos vários outros a serem realizados na Casa de Leis para discutir o polêmico tema. "Se pudéssemos voltar 60 anos, quando criaram a previdência do servidor público, mas nós estamos no final da linha deste bonde", assinala a diretora, que continua.

"Essa proposta ameniza o que vem da emenda 103. Ela é muito pesada para o servidor. Ela não é justa, mas é a mais correta de trabalhar. Colocamos uma pitada de humanização neste projeto, e a reforma, se colocada como veio [do Governo Federal], seria muito mais pesada para o servidor", explica Camila.

A referida emenda foi proposta pelo Governo e em 2019 foi aprovada pelo parlamento federal e sancionada, obrigado os municípios também a se adequarem. A intenção é reduzir a participação da previdência no orçamento público.

"Cabe ao cidadão participar das mudanças, pois a hora de lutar contra esta reforma foi em 2019, e a mudança já foi feita", opina outro participante da audiência pública realizada hoje, o advogado Marcos de Castro.

Servidores - A reformulação da previdência em Campo Grande deve atingir mais de 16 mil servidores vinculados ao regime previdenciário municipal, a maior parte deles contrários as mudanças propostas agora.

Um deles é o o presidente da ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação de Campo Grande), Lucílio Nobre. "A reforma tentou incriminar o servidor e jogar a conta para ele pagar, mas se depender de nós não deixaremos que isso aconteça", dispara.

Já o vice-presidente da associação que representa os guardas municipais, Alberto da Costa Neto, frisa que é um dever de todos consertar os erros disseminados pela reforma de 2019 e que esse é um bom momento para discutir a questão.

De acordo com o vereador Valdir Gomes (PSD), os trabalhos outras reuniões durante a semana serão feitas com mais segmentos dos servidores públicos para ouvir todas as reivindicações. Gomes, no passado, já foi presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande).

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