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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

11/03/2009 19:10

Diretório do PPS critica argumentos da defesa de Resende

Redação

O diretório regional do PPS de Mato Grosso do Sul, através de nota encaminhada à imprensa, esclarece que está frustrado com a absolvição do deputado federal Geraldo Resende (PMDB) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo o diretório, o parlamentar saiu do partido desprovido de qualquer cunho ideológico, mas sim por interesses pessoais.

Ontem à noite o ministro do TSE, Arnaldo Versiani, relator do processo de cassação, livrou o deputado de perder o mandato. Sua defesa, feita pelo advogado do PMDB de Curitiba, Fernando Pereira, esclareceu que Resende saiu do PPS por discordar de algumas opiniões dos membros da sigla, bem como pelo fato de o partido sair da base do presidente Lula.

A defesa também sustentou que a posição contrária do PPS a renovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) acarretou na decisão do parlamentar.

Agora, o que mais indignou o PPS de MS foi o fato de a defesa alegar posições pessoais do parlamentar, sustentando a questão de ele não aceitar o aborto, enquanto o partido seria a favor. Na ocasião do julgamento, o advogado de defesa ressaltou que essa decisão vai contra os princípios do deputado federal e por causa disso ele não poderia permanecer em um partido que levantasse bandeira diferente dos seus ideais.

Conforme o diretório, a posição pessoal de Resende não justifica sua manutenção no mandato. A cúpula do PPS estadual ainda frisa que as alegações da defesa, acolhidas pelo TSE, apontaram posturas do partido que jamais foram determinantes para a saída do parlamentar da sigla.

De acordo com o diretório, em hipótese alguma o deputado federal sofreu perseguição dentro do partido no tempo em que esteve filiado. Ele apenas fugiu de suas responsabilidades, segundo texto escrito na nota encaminhada pelo PPS.

A decisão, segundo o PPS estadual, somente faz abrir precedente para novos atos de ignorância ao princípio da ética na política. Para o diretório, a fidelidade partidária e a ética são questões sérias e que não foram respeitadas na decisão que livrou o parlamentar de perder o mandato.

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