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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/10/2015 13:18

Egressa da gestão PMDB, vereadora denuncia que corrupção é antiga

Aline dos Santos
Luiza comandou Funsat na gestão de prefeito do PMDB. (Foto: Arquivo)Luiza comandou Funsat na gestão de prefeito do PMDB. (Foto: Arquivo)

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) denunciou ao MPE (Ministério Público Estadual) que o sistema de corrupção alvo de operações desde julho em Campo Grade é antigo. “Essa questão do tapa-buraco e do lixo foi iniciada nas gestões do PMDB”, afirma a vereadora.

Ela já esteve ao lado do partido e comandou a Funsat (Fundação Social do Trabalho) na administração do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), mas refuta que tenha sido conivente com o grupo que agora denuncia. “Integrava [a administração], mas não para fazer coisa errada, nunca me beneficiei de esquema nenhum”, diz.

De acordo com a vereadora, ela foi chamada no fim do mês passado a depor na força-tarefa do MPE, que apura denúncias da operação Lama Asfáltica, realizada em 9 de julho pela PF (Polícia Federal). “Falei genericamente como eu vejo o ambiente político em Campo Grande. Há um sistema de empresas que são aprovadas em licitações e irrigam campanhas e outras formas de corrupção”, conta.

No depoimento, ela afirma que a sistemática de contratos com João Amorim, dono da Proteco Construções, foi adotada quando André Puccinelli (PMDB) foi prefeito, se consolidou na gestão de Nelsinho e chegou a extremo na administração de Gilmar Olarte (PP).

Luiza não apresentou provas e justifica que todas as tentativas de investigações sobre contratos de tapa-buracos, cascalho e lixo naufragaram na Câmara Municipal. “Eu e outros vereadores tentamos abrir CPI e não conseguimos assinaturas. Não tem provas por não conseguir fazer a investigação de toda essa questão”, diz.

No depoimento, Luiza ainda relata que há proteção dos vereadores ao grupo investigado. Neste sábado, ela questionou que apenas o vídeo em que depõe foi divulgado. “Só observo que os outros depoimentos não vieram à tona pela imprensa e poderiam ter vindo”, diz.

Na primeira etapa da gestão de Alcides Bernal (PP), o PPS continuou no comando da Funsat, com a indicação de Aldo Eurípedes Donizete. Ele saiu com a queda do prefeito, em março de 2014, e foi reconduzido ao cargo com o retorno de Bernal, que reassumiu a prefeitura por ordem da Justiça em agosto deste ano.

A cassação o prefeito é investigada na operação Coffee Break, que apura denúncia de compra de voto dos vereadores.



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