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Campo Grande, Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

31/01/2018 16:10

Empresários caçam votos de deputados por aprovação da reforma da Previdência

Presidentes da Fiems, Fecomércio e Faems reforçam apoio do empresariado estadual do projeto e prometem pressionar a bancada federal por apoio às mudanças nas regras previdenciárias

Humberto Marques
Presidentes de entidades ligadas ao empresariado declararam apoio à reforma da Previdência. (Fotos: Divulgação)Presidentes de entidades ligadas ao empresariado declararam apoio à reforma da Previdência. (Fotos: Divulgação)

Entidades representativas do empresariado sul-mato-grossense declararam nesta quarta-feira (31) apoio ao projeto de reforma da Previdência apresentado pelo presidente Michel Temer, que aguarda tramitação na Câmara dos Deputados.

Além de respaldar o texto, os presidentes da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, da Fecomércio-MS (Federação do Comércio do Estado), Edison Araújo, e da Faems (Federação das Associações Empresariais), Alfredo Zamlutti, confirmaram, via assessoria, que vão pressionar os membros da bancada federal para que votem pela aprovação do projeto.

O apoio à reforma da Previdência foi respaldado durante a primeira reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae-MS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul), na sede da entidade em Campo Grande. O gesto ocorre poucos dias antes da retomada das atividades na Câmara, com o fim do recesso parlamentar –momento em que o governo vai retomar as negociações para aprovar o projeto.

A proposta de reforma da Previdência enfrenta dificuldades para avançar por conta de sua impopularidade, ao estipular temas como aumento da idade mínima para concessão (65 anos para os homens e 62 para mulheres) e pagamento integral do benefício apenas depois de 40 anos de contribuição.

Por outro lado, a situação de insustentabilidade do atual sistema é apontado como fator de urgência para que a reforma avance. Para avançar, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) precisa do apoio de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação –o primeiro deles previsto para 19 de fevereiro. Depois, será remetida ao Senado.

Longen diz que, caso não sejam tomadas providências, aposentadorias deixarão de ser pagas em um futuro próximoLongen diz que, caso não sejam tomadas providências, aposentadorias deixarão de ser pagas em um "futuro próximo"

“Insolvência” – “A Fiems e o setor produtivo apoiam a reforma da Previdência e pedimos aos parlamentares federais do nosso Estado que votem a favor, permitindo que os aposentados de nosso país continuem recebendo seus valores”, disse Longen, para quem “a atual legislação traz uma condição de insolvência, a curto prazo, para quem é beneficiado com recursos previdenciários. Se não fizermos nada, os nossos aposentados, e isso não é daqui 20 anos, mas em um futuro próximo, poderão já não receber mais seus recursos”.

Edison Araújo destacou que, embora alguns congressistas do Estado sejam contra o projeto, há a necessidade de se encontrar uma solução para a previdência a fim de garantir os benefícios e cortar privilégios de determinadas classes. “Vaio ser difícil ter de cortar na própria carne, mas é um remédio amargo que precisa ser aplicado”, pontuou.

“Temos de acabar com privilégios, como o da classe política, que com quatro ou oito anos de mandato passa a ter direito a uma aposentadoria, ou militares, que recebem aposentadoria de forma permanente e até transferindo-a de pai para filho”, destacou o presidente da Fecomércio.

Já Zamlutti pediu “coerência” à bancada federal quanto a aprovação do texto. “É um absurdo deixar a Previdência do Brasil quebrar e, da forma como está, é isso que vai acontecer. Por coerência e sobrevivência, pedimos que esses parlamentares que são contra mudem o voto, porque ser partidário é uma coisa, ser incoerente é outra”.

Placar – Levantamento feito pelo Campo Grande News junto à bancada federal no fim de 2017 aponta que nenhum dos oito deputados federais declarou apoio à reforma da Previdência –o único era Carlos Marun, que se licenciou do mandato para assumir a Secretaria de Governo da Presidência da República. Sua primeira missão é, justamente, buscar votos que garantam a aprovação do projeto.

Dagoberto Nogueira (PDT), Vander Loubet (PT), Zeca do PT e Fábio Trad (PSD), este último suplente de Marun, já declararam serem contra a reforma. Tereza Cristina (DEM), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Elizeu Dionizio (PSDB) são considerados indecisos, e Geraldo Resende (PSDB) evitou até agora declarar seu voto.

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