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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/11/2008 19:11

Fetems pede para André desistir de ação no STF

Redação

Encerrada há pouco audiência ocorrida na governadoria, no Parque dos Poderes, que reuniu membros da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação) e a equipe do governador André Puccinelli (PMDB).

Os educadores solicitaram o encontro na tentativa de convencer o governador a desistir da Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o piso salarial nacional da categoria, de R$ 950,00. A discussão deveria ser rápida, de no máximo 1 hora, mas durou das 17h às 19h30, de portas fechadas.

Puccinelli e os governadores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará acionaram o STF (Supremo Tribunal Federal) contra a implantação do sistema, que no entender dos administradores, pode gerar mais despesas aos Estados.

Nesta quinta-feira, o grupo da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), composto por sete professores, apresentou à equipe do governo - formada pelo procurador-geral do Estado, Rafel Coldibelli; as secretarias estaduais de Educação e Administração, Nilene Badeca e Thiê Higuchi, respectivamente, além do governador, uma planilha contendo projeção de quanto a aprovação do piso salarial dos professores iria impactar na folha de pagamento dos servidores da educação.

O governador pediu ao procurador que analise a planilha e outra reunião foi marcada para o dia 28 deste mês, para novamente colocar na mesa os prós e contras da proposta. 

De acordo com o documento apresentado pela Fetems, a folha passaria de R$ 40 milhões para R$ 45 milhões, apenas com professores da categoria magistério, sem contar os especialistas. Também seria necessária a contratação de cerca de 1.900 novos professores, número já cogitado pelo próprio governo.

A divergência está justamente nesse pontos. A necessidade de novas contratações é consequência de ponto do projeto que prevê que o professor dedique um terço da carga horária de trabalho em atividades fora da sala de aula, como planejamento e correção de provas, o que seria "vadiagem", na avaliação do governador. "Sou cirurgião e não preciso de 14 horas para planejar uma cirurgia", compara dizendo que atualmente  os professores tem o "google" para pesquisar e planejar mais rapidamente.

Atualmente, o tempo dedicado a atividades fora de sala é de 20%.

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