Foi preciso esvaziar tanques de posto para show, diz Lídio Lopes
Marido da prefeita comentou a rapidez com que o poder público precisou se organizar para o evento

Os tanques de combustíveis do posto que abrigou ontem à noite o show e gravação de um DVD do Cê Tá Doido Festival, em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, precisaram ser esvaziados. A informação foi divulgada esta manhã pelo deputado estadual Lídio Lopes (Avante), marido da prefeita Adriane Lopes, durante um debate na Assembleia Legislativa sobre a infraestrutura na cidade para eventos.
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O parlamentar lembrou que foi preciso uma atuação intensa para possibilitar o show porque o projeto só divulga onde ocorrerão apresentações poucos dias antes, gerando mobilização nas redes sociais. “Aqui não é terra de ninguém,” disparou, alertando que organizadores precisam fazer seus pedidos no momento certo.
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Ele disse que houve atropelo ao citar que os bombeiros foram acionados somente 2 dias antes para acompanhar o esvaziamento dos tanques. “O município, por exemplo, não consegue dar licença ambiental”, disse ele ao falar do risco que a falta de ações concretas geraria ao público durante um show em um posto de combustíveis.
No caso de Campo Grande, a estrutura no pátio do posto começou a ser montada no começo da semana e ontem, dia do show, a prefeitura comunicou a decisão de interditar parte da Avenida Duque de Caxias depois das 14h. Foi necessária a atuação de agentes do Detran, Agetran, Polícia Militar e Guarda Civil, com rotas especiais para assegurar acesso ao aeroporto.
O tema começou a ser discutido a partir da manifestação do deputado João Henrique Catan (Novo-MS), que contou que foi ao show e argumentou que falta infraestrutura de eventos na Capital, mencionando ainda tumulto recente no show do Guns N’Roses. Conforme ele, a situação prejudicava a realização de eventos e o Estado deixa de lucrar com as atividades. Lopes também mencionou a falta de solicitações da organização do show da banda norte-americana com antecedência necessária.
Lídio argumentou que a questão não envolvia falta de organização do poder público no caso da apresentação de ontem, já que os envolvidos pediram apoio a 48 horas do evento, exigindo um esforço maior. No caso da retirada do combustível dos tanques, ele apontou a necessidade da medida para não haver risco de acidente.

