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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

13/10/2016 17:17

Folga extra para servidores pode ampliar abstenção no segundo turno

Dia 28 de outubro, sexta-feira antes da votação, não haverá expediente nas repartições estaduais

Ricardo Campos Jr. e Aline dos Santos
Rose em atividade de campanha no feriado de 11 de outubro (Foto: Alcides Neto)Rose em atividade de campanha no feriado de 11 de outubro (Foto: Alcides Neto)
Marquinhos em campanha no começo desta semana (Foto: Richelieu de Carlo)Marquinhos em campanha no começo desta semana (Foto: Richelieu de Carlo)

Se as abstenções no primeiro turno em Campo Grande chamaram a atenção, retrospecto das eleições passadas mostram que a segunda etapa deve ter ainda menos interessados em votar. Em 2014 e 2012, os segundos turnos coincidiram com feriado prolongado do Dia do Funcionário Público e, nos dois casos, o número de faltosos foi bem maior.

Em 2012, o primeiro turno teve abstenção de 16,50% (92.671 eleitores). Já na segunda etapa, quando a disputa foi entre Alcides Bernal (PP) e Edson Giroto, o índice aumentou para 18,93% (104.066 eleitores).

Já em 2014, na disputa pelo governo do Estado, o cenário se repetiu, impulsionado por um feriadão em 28 de outubro, Dia do Servidor. Na primeira etapa do processo eleitoral, a abstenção foi de 20,53%, ou seja, 373.191 eleitores não compareceram às urnas no Estado.

No último dia 2 de outubro, a abstenção foi de 19,20%, que corresponde a 114.286 eleitores que deixaram de comparecer às urnas na Capital.

Pelo calendário de pontos facultativos divulgado pelo Governo do Estado no começo do ano, o dia 28 de outubro, ou seja, sexta-feira antes da votação do segundo turno, não haverá expediente nas repartições públicas.

Junto com os eleitores que anularam ou votaram em branco, os faltosos já eram considerados pelos candidatos como um desafio a ser enfrentado. Para o segundo turno, diante desse cenário, ambos pregam a conscientização do eleitorado a fim de que eles exerçam a cidadania comparecendo às urnas no dia 30 de outubro.

Marquinhos Trad (PSD) acredita que as pessoas estão descrentes na política por conta dos escândalos de corrupção descobertos em Campo Grande nos últimos anos. “mas sua distância do pleito não vai mudar as coisas, só a participação popular tem poder de decisão. Feriados são muitos distribuídos pelo ano e eleição é só uma e decidi os próximos quatro anos de nossas vidas”, pontua.

Ele afirma que está andando de casa em casa, de bairro em bairro, olhando nos olhos dos eleitores e apresentando as propostas. “É da mesa do prefeito que saem decisões importantes que podem mudar o rumo de nossas vidas, por isso, a importância de ir às urnas no dia da eleição”, diz o candidato.

“Estamos trabalhando para conscientizarmos os eleitores que não compareceram, ou que votaram branco e nulo, a adotarem postura diferente no segundo turno. Que assumam uma escolha e votem, pois quando você não vota, alguém escolhe o candidato por você”, afirmou a candidata Rose Modesto (PSDB).

Para a tucana, a meta é informar a população de que a política é o principal caminho para a transformação da sociedade. “Precisamos dos cidadãos participando efetivamente do pleito”, pontua.



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