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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

23/03/2016 19:01

Força Tarefa investiga suspeita de enriquecimento ilícito de servidores

Paulo Yafusso
Em seis meses de investigações, Força Tarefa do MPE abriu 16 inquéritos (Foto: Fernando Antunes)Em seis meses de investigações, Força Tarefa do MPE abriu 16 inquéritos (Foto: Fernando Antunes)

Durante as investigações da Operação Lama Asfáltica no âmbito estadual, a Força Tarefa criada pelo Ministério Público Estadual (MPE) para trabalhar no caso detectou suspeita de enriquecimento ilícito de servidores da Prefeitura de Campo Grande, da Secretaria de Infraestrutura, Transporte Habitação (Sehintra). Num dos casos, que chegou a ser citado pelos promotores durante entrevista coletiva em fevereiro, está o da mulher de um deles, que teria comprado cerca de R$ 900.000,00 em joias.

Na época os promotores não citaram os nomes dos investigados que agora são réus no processo, mas na decisão do último dia 16, o juiz Marco Ivo de Oliveira, da 1ª Vara dos Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, fez referência a dois fiscais. Até ontem o processo estava sob sigilo e desde esta quarta-feira se tornou público. A mulher ao qual os integrantes da Força Tarefa se referiu é Vera Lúcia Vargas, esposa do fiscal da Sehintra Sylvio Darilson Cesco.

Conforme consta no processo, ela é proprietária de diversos imóveis e entre 2012 e 2015, comprou mais de R$ 900.000,00 de joias de uma das marcas mais caras do mercado. “O grande questionamento é sobre como a requerida Vera Lúcia Vargas auferiu um valor tão discrepante em razão do exercício de cargo e função do seu marido, Sylvio Darilson Cesco”, conforme consta no processo.

Levantou-se suspeita também quanto ao patrimônio do fiscal da Sehintra João Parron Maria. “Averiguou-se que este possui em seu nome 8 imóveis, bem como sua esposa 4, e seus 3 filhos possuem outros 10 imóveis”, diz o juiz, acrescentando que “o Ministério Público questiona suposta incompatibilidade de bens do requerido, o que ensejaria eventual enriquecimento sem causa”.

João Parron afirmou que vai comprovar que todos os bens foram adquiridos de forma lícita e que tudo que possui consta em sua declaração de imposto de renda. “Tenho 30 anos de serviço, e vou comprovar item por item tudo”, declarou. Disse ainda, que tem posses que herdou dos pais. O Campo Grande News tentou falar com Sylvio Cesco e com a esposa dele, Vera Vargas, mas ninguém atendeu as ligações no telefone que consta na lista telefônica.

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