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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

06/12/2013 17:39

Gasto de CPI "de Amarildo" é 31 vezes maior do que o de outra comissão

Zemil Rocha
Gasto de Amarildo com CPI da Saúde teria sido de R$ 350 mil (Foto: arquivo)Gasto de Amarildo com CPI da Saúde teria sido de R$ 350 mil (Foto: arquivo)

A CPI da Saúde, presidida pelo deputado estadual Amarildo Valdo da Cruz (PT), foi a mais cara das nove criadas pela Assembleia Legislativa até hoje, segundo o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), que fez os levantamentos. O próprio Marquinhos presidiu uma delas, a CPI da Enersul, e garante que o gasto foi muito inferior.

Em entrevistas à imprensa, Amarildo Cruz chegou a confessar que o gasto total seria de R$ 350 mil, mas depois voltou atrás e passou a informar que a responsabilidade pelas despesas e pela divulgação oficial delas seria da Diretoria Financeira da Assembleia, que não o fez até hoje.

“A CPI da Enersul também foram seis meses, mesmo tempo da CPI da Saúde. Visitamos mais cidades do interior do que o Amarildo, analisamos maior quantidade de documentos do que ele e prestamos contas com publicação oficial de um gasto de R$ 11.275,00”, afirmou Marquinhos Trad. O valor informado por ele é 31 vezes inferior ao despendido pela CPI da Saúde. A CPI da Enersul realizou seus trabalhos em 2007.

O gasto da CPI da Saúde é também considerado muito elevado pelo deputado Maurício Picarelli (PMDB) ex-presidente da última CPI que funcionou na Assembleia, a CPI da Construção Civil (ou das Empreiteiras, como ficou mais conhecida), encerrada no ano passado. “Essa CPI durou três meses e não gastou um centavo sequer. Nós usamos os assessores do meu gabinete, advogados do meu gabinete. O relator foi o Onevan e ele também usou os próprios advogados do gabinete. Usamos o pessoal da Casa para evitar gastos”, declarou Picarelli.

Deputado há mais de duas décadas, Picarelli disse que nunca viu um gasto tão alto com CPI como agora. “Há 20 anos que estou lá na Assembleia e vi todas as CPI nascerem e fazerem seu trabalho. Nunca vi um gasto tão grande. Quando existe diligência tem gasto sim, mas precisa saber como é feito isso. Quanto eu estava na CPI que apurou desnutrição dos índios fiz diligência em aldeia, mas gastamos o mínimo. Foi só com transporte, alimentação. Não chegou a dez mil reais”, apontou.

A Assembleia Legislativa do Estado já montou nove CPIs: Saúde, Construção Civil, Enersul, Desnutrição, Novoeste, Telefonia, Ecad, Leite e do Reverendo Moon. Aliás, a CPI do Moon, segundo Marquinhos Trad, foi presidida pelo atual presidente da Assembleia, Jerson Domingos (PMDB) em 2002, e seu gasto total foi de R$ 20 mil.

As CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), instituídas a partir de requerimento assinado por um terço dos deputados estaduais, devem apurar fatos determinados e por um prazo estabelecido, de acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Por ter poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais, pode exigir documentos, intimar pessoas e requisitar informações que possam contribuir para a apuração dos fatos.



Nenhuma novidade. Os deputados tem que "trabalhar" e gastar a dinheirada do povo. Que eu saiba, esta tarefa deveria ser realizada por auditores e peritos. Como eles não são desta área não poderão, já que não são, apresentar uma conclusão honesta.

 
Oswaldo Rodrigues em 07/12/2013 09:41:36
É que o rombo ou roubo como preferirem foi maior ... então o gasto tambem é maior!
 
Marilza morais em 07/12/2013 09:33:47
Será que esse gasto que estão alardeando é maior que o rombo da saúde, ou será que o montante do dinheiro desviado foi menor que o gasto da CPI ? E os verdadeiros culpados? Colocaram dentro dessa CPI pessoas para garantir o não indiciamento dos verdadeiros culpados ? Estão desviando o foco da verdadeira questão....
 
jesus ribeiro em 06/12/2013 23:18:24
Esse país é muito rico! Isso é fato; pq para manter essa bacanal toda com dinheiro público só montado na grana. Mas calma..., é um país rico e tem muito dinheiro mas não é para manter os serviços públicos em ordem, para o bem comum da população! É riqueza para poucos. Primeiros tem os desvios e os desmandos com o erário, depois instauram essas CPIs pra apontar (será?!) os culpados. Ou seja gastam ainda mais em cima daquilo que já foi roubado. Detalhe, APONTAR não quer dizer que o bem publico vai ser devolvido! Isso é outra coisa, outra história.
 
Valter Castilho em 06/12/2013 22:29:13
Desse jeito já, já vai ter a CPI da CPI!!
KKKKKKKKK
BRASIL!!!
 
clayton luis da cruz em 06/12/2013 21:23:26
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