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Campo Grande, Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

22/04/2014 16:46

Gilmar deve pagar pelo prédio da Câmara no máximo R$ 11,2 milhões

Josemil Arruda
Mario Cesar crê que Olarte depositará valor avaliado pela Câmara (Foto: arquivo)Mario Cesar crê que Olarte depositará valor avaliado pela Câmara (Foto: arquivo)

O prefeito Gilmar Olarte (PP) deve determinar a quantia e fazer o depósito amanhã do valor do prédio ocupado pela Câmara de Campo Grande, na Rua Ricardo Brandão, bairro Jatiuka Park. A quantia não deve passar de R$ 11,2 milhões, na opinião do presidente da Câmara, Mario Cesar (PMDB), que esteve reunido há pouco com o prefeito para definir o próximo passo da desapropriação iniciado no dia 10 de março com a publicação do decreto 12.301 no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

“O prefeito e o procurador-geral do Município estão mexendo com o processo de desapropriação, fazendo a avaliação do prédio. Parece-me que amanhã resolve isso”, informou o presidente da Câmara. “O que o prefeito tem de fazer é determinar o valor e fazer o depósito”, acrescentou Mario Cesar, que busca a solução urgente já que o prazo para cumprimento da ordem de despejo vence em 48 horas, indo até a próxima quinta-feira (24).

Indagado sobre qual valor deve ser depositado, Mario disse acreditar que deverá ser próximo do valor estimado pela Câmara. “Pela minha estimativa, que é extraoficial, o prédio está avaliado entre R$ 10,8 milhões e R$ 11,2 milhões”, afirmou o dirigente. Mesmo que atinja R$ 11,2 milhões, o valor é apenas 37,33% do reivindicado pela empresa dona do prédio.

Se realmente o depósito a ser feito pelo prefeito Gilmar Olarte não passar de R$ 11,2 milhões, certamente deverá haver discordância do dono do prédio, a empresa Haddad Engenheiros Associados, que considera que o imóvel vale hoje pelo menos R$ 30 milhões. Além disso, a locadora também exige os valores de aluguéis atrasados, os quais, segundo ela, somariam hoje R$ 17 milhões.

Por ocasião da desapropriação no começo de março, o advogado da empresa, André Borges, se tiver disposição da prefeitura em quitar essa conta, que totaliza R$ 47 milhões, poderia até ser feita a desapropriação amigável. “Mas acho difícil isso acontecer. Há muitos anos a Haddad vem sendo vítima de um monumental calote”, afirmou ela na época.




Apesar do imbroglio que vem se desenrolando ha varios anos, eu tenho
certeza que alguem desse bolo ai, Camara Municipal e Prefeitura, vai levar
uma comissãozinha por fora na hora do pagamento. Sabe, a tal Comissão Por Fora,
ou o famoso CPF. É isso ai.
 
Reinaldo Paes Sandim em 22/04/2014 20:20:21
O prefeito é corretor tambem? Como assim ele vai estipular quanto vale o predio e depositar o valor em juizo? Isso tá errado, o poder publico não pode fazer o que bem entende com imoveis que não lhe pertencem, o que vai acontecer é enrolar mais ainda a divida e cada vez o valor aumenta e a prefeitura fica em piores condições para acertar de vez a compra ou a saída do imovel, isso é injustiça.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 22/04/2014 17:43:50
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