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Política

Google manterá proibição de anúncios políticos impulsionados nas eleições

Campanhas não poderão pagar por propaganda eleitoral nas plataformas da empresa, como o YouTube

Por Mylena Fraiha | 31/05/2026 16:58
Google manterá proibição de anúncios políticos impulsionados nas eleições
Homem acessa página inicial do Google; empresa proibiu mais uma vez o impulsionamento de propaganda eleitoral em 2026 (Foto: Mylena Fraiha)

O Google decidiu manter para as eleições de 2026 a proibição de impulsionamento de propaganda eleitoral em suas plataformas no Brasil. A medida já havia sido adotada nas eleições municipais de 2024 e volta a atingir anúncios políticos pagos em serviços como YouTube, busca do Google e rede de display da empresa.

RESUMO

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O Google decidiu manter a proibição de impulsionamento de propaganda eleitoral em suas plataformas no Brasil para as eleições de 2026, medida já adotada em 2024. Candidatos, partidos e federações não poderão contratar publicidade paga no YouTube, no Google e na rede de display da empresa. A decisão foi justificada pela ausência de mudanças nas regras do TSE e pode redirecionar investimentos para outras plataformas digitais.

Na prática, candidatos, partidos e federações não poderão contratar publicidade eleitoral paga nas plataformas da companhia durante a campanha. A decisão ocorre em meio às regras estabelecidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para propaganda política on-line e deve impactar diretamente as estratégias digitais das campanhas deste ano.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Poder360, o Google discutiu internamente a possibilidade de rever a política para 2026, diante do potencial financeiro da publicidade eleitoral em disputas nacionais e estaduais. A estimativa citada pelo veículo é de que a modalidade poderia movimentar até R$ 200 milhões em receitas para a empresa, valor que não foi confirmado oficialmente.

Em nota enviada ao Poder360, o Google afirmou que decidiu manter a política adotada em 2024 porque não houve mudanças nas regras do TSE relacionadas à propaganda eleitoral digital. “Desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no país. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto”, declarou a empresa.

No ano passado, a companhia já havia alegado insegurança jurídica em relação às resoluções aprovadas pelo TSE. O entendimento da empresa era de que as normas ampliavam os riscos de responsabilização das plataformas pelo conteúdo impulsionado por campanhas políticas.

Regras para impulsionamento - O debate sobre propaganda eleitoral na internet ganhou força nos últimos anos com o avanço das discussões sobre desinformação, transparência de anúncios e responsabilização das big techs. As regras do TSE estabelecem critérios específicos para impulsionamento de conteúdo, identificação de anunciantes e deveres das plataformas digitais durante o período eleitoral.

O calendário eleitoral de 2026 já prevê datas específicas para o funcionamento desse tipo de publicidade. Conforme o TSE, até o dia 20 de julho os provedores de internet que pretendam oferecer impulsionamento eleitoral deverão apresentar informações comprovando o cumprimento das exigências da Corte.

Já a propaganda eleitoral paga ou impulsionada na internet poderá ocorrer entre 16 de agosto e 1º de outubro de 2026. Após essa data, as plataformas deverão interromper a veiculação dos anúncios eleitorais.

As regras também endurecem o controle sobre conteúdos produzidos por inteligência artificial. Três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, ficará proibido o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas, mesmo quando identificados como material artificial.

A tendência é que, assim como ocorreu em 2024, campanhas redirecionem parte dos investimentos para outras plataformas digitais e reforcem estratégias de comunicação orgânica em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Com informações do jornal Poder360

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