Brasileira torce sozinha pela Argentina em semifinal da Copa na Capital
Em lanchonete de empanadas, Marilena Silvestre apoia os argentinos por laços familiares e sul-americanos
Em uma lanchonete especializada em empanadas, em Campo Grande, Marilena Silvestre, de 58 anos, faz coro isolado em torcida pela Argentina em partida entre Inglaterra e Argentina, válida pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. O jogo define quem enfrentará a Espanha na decisão, marcada para domingo (19). Para a Argentina, uma derrota significava a eliminação; a vitória garante a vaga na final.
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Em uma lanchonete de Campo Grande, a brasileira Marilena Silvestre destaca-se como torcedora solitária da Argentina na semifinal da Copa do Mundo de 2026 contra a Inglaterra. Apesar da histórica rivalidade futebolística entre Brasil e Argentina, Marilena fundamenta seu apoio em laços familiares e na identidade sul-americana. Enquanto a maioria dos presentes torce contra os vizinhos, ela valoriza suas conexões culturais com o Paraguai, Chile e Argentina para justificar sua escolha.
A única torcedora declarada da seleção argentina no local, a brasileira afirma que sua torcida vai além do esporte e tem origem nos vínculos familiares e culturais que mantém com o país vizinho. Ela reconhece a tradicional rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol, mas ressalta que a Argentina é um país sul-americano.
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"Estou torcendo porque eles são sul-americanos como nós. Também tenho família na Argentina. Minha mãe era paraguaia e tenho tias que moram lá. A rivalidade pode ficar só no futebol", afirma.
Marilena conta que nasceu e sempre viveu no Brasil, mas cresceu frequentando outros países da América do Sul. Durante a infância, passava as férias em Assunção, no Paraguai, terra natal da mãe. Atualmente, visita com frequência Buenos Aires, onde vivem familiares maternos, e também costuma viajar ao Chile. Segundo ela, essa convivência ajudou a fortalecer a identificação com os países vizinhos.
A opção por apoiar a Argentina, no entanto, contrasta com o comportamento da maior parte dos brasileiros presentes no estabelecimento. Marilena relata que ouviu brincadeiras de outros clientes e percebe que muitos ainda resistem a torcer pelos argentinos.
"Aqui, pelo que percebi, só eu estou torcendo pela Argentina. O pessoal fala que não torce de jeito nenhum por causa da rivalidade histórica. Os argentinos também gostam de provocar os brasileiros, mas isso faz parte do futebol. A gente não liga e segue em frente", afirma.


