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08/07/2014 18:17

Histórico mostra que candidatos gastam o teto máximo na campanha

Ludyney Moura
Professor Monje declarou gastos modestos e diz que campanha do partido será pé no chão. (Foto: Divulgação) Professor Monje declarou gastos "modestos" e diz que campanha do partido será "pé no chão". (Foto: Divulgação)
O presidente estadual do PMDB não acredita que seu partido ultrapasse os R$ 30 milhões previstos para a campanha. (Foto: Arquivo) O presidente estadual do PMDB não acredita que seu partido ultrapasse os R$ 30 milhões previstos para a campanha. (Foto: Arquivo)

Apenas dois anos após a última campanha, as estimativas de gastos eleitorais deste ano apresentadas ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) são 125% superiores aos números da corrida eleitoral pela Prefeitura da maior cidade do Estado, Campo Grande.

Todavia, a experiência e os números da Justiça Eleitoral apontam que a grande maioria dos candidatos gasta o mesmo valor que estima arrecadar. Em 2012 quando sete candidatos disputavam a Prefeitura da Capital, a prestação de despesas feitas à Justiça Eleitoral chegou a R$ 41,8 milhões, e apenas um dos postulantes gastou mais do que arrecadou.

“Nós fizemos para 2014 uma previsão (R$ 30 milhões) que com certeza não será ultrapassada, já que boa parte dos recursos de uma campanha, no caso do Poder Executivo, é gasto com as candidaturas proporcionais. Vamos supor que em uma eventualidade esse valor seja ultrapassado, então nós direcionaríamos para as proporcionais”, explica o presidente estadual do PMDB, deputado estadual Junior Mochi, candidato à reeleição.

O segundo colocado no ranking de gastos em 2012 foi o deputado federal Vander Loubet, que disputou o pleito majoritário pelo Partido dos Trabalhadores (PT), único que apresentou diferença entre receitas e despesas. Ele estimou arrecadar R$ 2,4 milhões, mas sua prestação de contas final registrou gastos R$ 4,6 milhões. 

“Nós estamos trabalhando dentro de uma realidade do partido (R$ 28 milhões). Que acreditamos que a candidatura do senador vai conseguir captar. Essa questão de custos exige todo um cuidado com prestação de contas, e por isso não vamos ultrapassar o que foi apresentado no TRE”, declarou o presidente regional do PT e prefeito de Corumbá, Paulo Duarte.

Reinaldo Azambuja (PSDB), que surpreendeu na reta final das eleições de 2012, também gastou apenas o que estimou arrecadar à epóca, R$ 4,4 milhões. O PP, de Alcides Bernal, que saiu vencedor das urnas, prestou contas de receitas e despesas de R$ 1,9 milhão. 

Em 2012 também concorreram o PSOL, com Sidney Melo, que não declarou receitas e despesas, e este apresentou um teto de R$ 500mil, o PSTU, com Suel Ferranti, que prestou contas de “apenas” R$ 1,2 mil e Marcelo Bluma (PV), que registrou despesas e receitas de R$ 161,7 mil.

“A partir do momento que se apresenta um valor é difícil ultrapassá-lo, pois isso acarretaria um problema jurídico tremendo. Por isso vamos fazer uma campanha pé no chão, sem atropelo, visitando os trabalhadores e aguardando o debate para convencermos o eleitor”, disse o candidato do PSTU ao Governo do Estado, Professor Monje, que este ano estipulou um teto de gastos de R$ 163 mil.

Presidente regional do PT afirma que previsão da campanha petista é dentro da realidade. (Foto: Divulgação) Presidente regional do PT afirma que previsão da campanha petista é dentro da realidade. (Foto: Divulgação)
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