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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

10/07/2015 11:56

Justiça suspende sessão que poderia afastar prefeito de Camapuã

Leonardo Rocha
Liminar suspendeu sessão que poderia afastar prefeito Marcelo Dualibi (Foto: Divulgação)Liminar suspendeu sessão que poderia afastar prefeito Marcelo Dualibi (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal de Camapuã iria votar hoje (10), por meio de uma sessão extraordinária, o afastamento do perfeito Marcelo Dualibi (DEM), de forma preventiva, por um período de 180 dias, no entanto, ontem (09), o juiz de direito da 2ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Camapuã (MS), Deni Luis Dalla Riva, concedeu liminar suspendendo os trabalhos.

Esta liminar atendeu a uma ação impetrada pelo prefeito Marcelo Dualibi, que alegou que este processo feito pelos vereadores estava irregular, já que não foi montada pelo poder legislativo uma Comissão Processante, mas apenas uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que segundo suas alegações não podem julgar um afastamento de um prefeito.

Após esta ação do prefeito, o juiz em um primeiro momento não concedeu liminar, no entanto depois de ter toda documentação enviada, resolveu conceder esta liminar que livra Dualibi de se afastar do cargo em até 180 dias.

Denúncias – Os vereadores de Camapuã resolveram convocar esta sessão, depois que muitas denuncias apareceram contra o prefeito do município, que inclusive gerou uma operação do Gaeco (Grupo Especial de Autuação e Combate ao Crime Organizado), com o objetivo de apurar vários crimes, como fraudes em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva.

A Justiça requisitou documentos sobre estes contratos que estavam sob a denúncia, porém receberam do executivo municipal a justificativa que uma “forte chuva” danificou a estrutura da calha da sala de digitação, onde ficavam as pastas, sendo que estes eventos foram registrados em um boletim de ocorrência.

Por esta razão esta operação do Gaeco recebeu o nome de “Tempestade”, tendo a participação de 24 policiais militares integrantes e uma equipe da Controladoria Geral da União que também auxiliou nos trabalhos.

As investigações que ganharam repercussão nacional, se concentram em denúncias a dezesseis empresas, que receberam no período de 2009 a 2015 valores aproximados a R$ 20 milhões.




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