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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

14/02/2017 17:45

Marquinhos Trad pagará contas de luz 'de Bernal' até fim do ano

Secretário de Finanças, Pedrossian Neto, confirma existência de contratos irregulares. Pagamentos continuam suspensos até abril

Alberto Dias
Foram negociados seis meses de contas de luz em atraso. Total: R$ 6 milhões parcelados. (Foto: Alberto Dias) Foram negociados seis meses de contas de luz em atraso. Total: R$ 6 milhões parcelados. (Foto: Alberto Dias)

Com várias contas em atraso, a administração municipal conseguiu um parcelamento para sua dívida milionária junto à concessionária de energia elétrica - Energisa. Os débitos referentes a 2016 e que somavam cerca de R$ 6 milhões serão quitados em nove parcelas, com vencimentos a partir de abril, conforme informou ao Campo Grande News o secretário de Finanças, Pedrossian Neto.

A medida visa garantir que o fornecimento de enegia não seja suspenso no Paço Municipal, escolas, unidades de saúde e outros prédios públicos. O mesmo é feito junto à empresa Águas Guariroba, porém, neste caso, a negociação ainda não foi concluída, segundo Pedrossian. Ao assumir, a atual gestão disse ter contabilizado seis meses de contas atrasadas, "com água e luz no corte".

Tais negociações, porém, são exceção. Contas em atraso, parcelas de convênios, débitos com fornecedores e demais contratos da gestão anterior, do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), estão sendo auditados. Enquanto isso, todos os pagamentos estão suspensos por 90 dias, prazo que vence na primeira quizena de abril.

A ordem vem de cima: "Absolutamente nenhuma empresa foi paga até o dia de hoje", declarou há pouco o prefeito Marquinhos Trad (PSD), ao reclamar que o excesso de comissionados da gestão anterior inviabilizou investimentos. "Assumimos com R$ 360 milhões de dívidas e já pagamos metade. Dinheiro que poderia ser usado na saúde, educação, segurança, lazer e até aumento de salário para servidores", disse.

Irregularidades - Questionado pela reportagem se foram encontradas irregularidades em contratos, o secretário de Finanças Pedrossian confirma, sem detalhes. "Sim, encontramos contratos assim". Sobre o andamento dos trabalhos que dissecam "contrato por contrato", ele adianta apenas que o serviço é longo e não terminará antes do prazo, que vence em abril. "Até lá continua tudo igual".

Logo ao assumir, Trad já reclamava da água e luz deixadas pelo antecessor. "A antiga gestão deixou de pagar quase R$ 12 milhões de água e luz", declarou, em 3 de janeiro. O valor refere-se ao consumo do Paço Municipal e dos prédios públicos, incluindo escolas, creches e unidades de saúde. Também faz parte desta conta a iluminação pública, que o município deixou de pagar à Energisa após a suspensão da Cosip (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) em julho pelo poder Legislativo.




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