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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

25/02/2015 18:24

Marun vai participar da CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados

Parlamentar será suplente da vaga do PMDB na comissão

Juliene Katayama
Marun disse que não pleiteava cargo, mas decidiu aceitar para não se furtar da responsabilidade (Foto: Reprodução Facebook)Marun disse que não pleiteava cargo, mas decidiu aceitar para não se furtar da responsabilidade (Foto: Reprodução Facebook)

O deputado federal Carlos Marun (PMDB) vai participar da CPI da Petrobras como suplente na vaga do partido. A comissão será instalada nesta quinta-feira (26) e será presidida pelo deputado Hugo Motta (PMDB-PB). O peemedebista anunciou decisão na sua página do Facebook.

“Amigos e amigas do face, estou só em meu gabinete a acabo de tomar a decisão de aceitar ocupar, na condição de suplente, uma das vagas do PMDB na CPI da Petrobras. Não tinha este plano e não pleiteei esta vaga, mas diante da indicação decidi não me furtar a responsabilidade”, disse Marun na rede social.

Por acordo entre os partidos, a relatoria da CPI ficará com PT que indicou Luis Sérgio (PT-SP). Pelo critério da proporcionalidade, coube ao PMDB escolher o cargo de direção da comissão. O partido é o maior dentro do bloco partidário com mais deputados.

Os peemedebistas defendiam que a legenda ficasse tanto com a presidência quanto com a relatoria. No entanto, a movimentação bateu de frente com o PT, que argumentava ser seu o direito de indicar a relatoria ou a presidência do colegiado por ter a maior bancada da Casa.

A criação de uma nova comissão foi autorizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 5 de fevereiro. Esta será a primeira CPI da atual legislatura. No total, 182 deputados assinaram o requerimento de criação, incluindo 52 da base governista. Para a comissão ser viabilizada, são necessárias 171 assinaturas.

O prazo de funcionamento é de 120 dias, prorrogável por mais 60. A CPI tem poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, como determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas, requisitar de órgãos e entidades da administração pública informações e documentos, tomar depoimentos de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como requisitar os serviços policiais.

Em 2014, funcionaram duas CPIs sobre o tema, ambas integradas por uma maioria da base aliada. Uma delas, exclusiva do Senado, foi boicotada pela oposição. A outra, mista, chegou ao final com a aprovação de um relatório que deixou políticos suspeitos de fora.




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