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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

17/03/2015 14:42

Mesmo sem votos, oposição insiste em CPIs e projetos param na Câmara

Kleber Clajus
Enquanto base e oposição medem forças no discurso, projetos aguardam votação desde a semana passada (Foto: Kleber Clajus)Enquanto base e oposição medem forças no discurso, projetos aguardam votação desde a semana passada (Foto: Kleber Clajus)

Sem número suficiente a oposição na Câmara Municipal de Campo Grande permanece em busca de abrir investigações sobre tapa-buracos, cultura e uso de jato particular pelo prefeito Gilmar Olarte (PP). A medida resulta no travamento de projetos de incentivos fiscais e regras para contratação de artistas pela administração pública.

O desejo de abrir CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) esbarra na necessidade de apoio de dez legisladores, enquanto a oposição soma 7 de 29 e tem adesão restrita somente em casos de tapa-buracos e cultura. Ainda assim, o apoio é insuficiente e as discussões tomam desde a semana passada espaço em que se poderiam destravar projetos em tramitação.

Para o líder do prefeito, Edil Albuquerque (PMDB), o principal objetivo da oposição reside em se utilizar de “argumentos infundados para macular o prefeito e a administração”. Já Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), pontuou não haver indícios técnicos que justifiquem abertura de CPI, uma vez que o Executivo tem encaminhado resposta aos questionamentos, como no caso dos tapa-buracos.

Marcos Alex (PT) avaliou que os colegas tem “fechados os olhos” diante de irregularidades e “informações incompletas”, enquanto Flávio César (PTdoB) rebateu apontando que o instrumento da CPI está sendo “banalizado”.

Enquanto base e oposição medem forças no discurso, projetos de incentivos do Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico e Social) travam a pauta de votações desde a semana passada.

É o caso de proposta que prevê redução da alíquota do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) para a Anhanguera Uniderp em 2%, além de outras nove empresas que aguardam doação de terreno e pretendem investir R$ 72,2 milhões na Capital.

Também aguardam segunda votação projeto que estabelece regras para contratação de artistas pela administração pública direta e indireta, assim como outro que autoriza a construção do Centro Municipal de Transplante de Medula Óssea.



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